Amityville – o Despertar: será que vale a pena?

A adolescente Belle, junto com a mãe, a irmã pequena e o irmão gêmeo em coma, se muda para uma bela casa em Amityville, Long Island. A principal causa do bullying que ela enfrenta na nova escola, entretanto, não é o batom escuro: é o passado macabro de sua nova casa, do qual ela nunca tinha ouvido falar. Clichês e tentativas de inovação à parte, fica a pergunta: será que “Amityville: o Despertar” vale a pena?

O passado de Amityville

O filme tem uma bagagem e tanto. Afinal é o lançamento mais recente de uma “fértil” franquia de terror com pelo menos 12 filmes, entre títulos para vídeo, TV e cinema. Desses, os mais bem sucedidos foram o primeiro longa em 1979, uma sequência em 1982 e um remake do primeiro, em 2005. Tudo baseado, em maior ou menor grau, no livro “The Amityville Horror“, de Jay Anson, que por sua vez é baseado em fatos reais.

Foto: Divulgação

Na verdade, boa parte do apelo da franquia é esse flerte com a realidade. A casa, que estranhamente tem janelas e sacada que parecem formar um rosto, existe até hoje. Realmente houve uma chacina na casa. Houve, de fato, uma segunda família que deixou a casa alegando que a mesma era assombrada. É daquelas histórias que marcaram os noticiários norte-americanos,  perfeitas para assustar no mundo real e na telona.

É honrando seu passado, o real e o cinematográfico, que o longa assume uma postura metalinguística. Ou seja: temos um filme de Amityville falando dos outros filmes de Amityville. Ou melhor, falando não: fazendo merchandising mesmo. A protagonista assiste ao filme de 1982 junto com os amigos, que destacam o quão “especial” é assistir ao filme na casa que deu origem a ele. Tudo, é claro, sem deixar de fazer a piadinha de que remakes nunca se equiparam aos originais.

A Amityville de 2017

Piadas metalinguísticas à parte, “Amityville: o Despertar” não sai muito do básico. Tem uma fotografia bacaninha, mas que não se destaca. A produção de arte traz cenários competentes, mas nada marcante. O figurino acaba se destacando, mas do jeito errado.

O figurino em si não seria problema, mas o destaque que a direção dá ao mesmo, definitivamente, é. Afinal, em ano de “Mulher-Maravilha“, closes na bunda da protagonista já deviam ter sido superados. O filme, no fim das contas, é um ótimo exemplo de como passar no teste de Bechdel e ainda prestar um desserviço ao empoderamento feminino. As outras tomadas também não chamam atenção, nada muito inovador ou que acrescente nuances à história. Claro, o filme consegue seus sustos da plateia, mas sempre com um excesso de uso da trilha sonora como muleta.

Foto: Divulgação

As atuações não são ruins, mas a construção das personagens é fraca. É interessante e inquietante a ideia do corpo retorcido do irmão da protagonista, o que exige que o ator trabalhe muito a expressão facial. Por outro lado isso em alguns momentos, infelizmente, beira o caricato, talvez por culpa da maquiagem.

No fim das contas…

O filme não é péssimo, mas também não empolga. Funciona até certo ponto, e pra quem quer levar seus sustinhos, pode valer a pena. Acaba sendo uma experiência mais adequada ou para quem é muito fã da série ou para quem não conhecia nada dela.

“Amityville: o Despertar” estreia no Brasil hoje, dia 14 de setembro.

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