Bárbara Paz é a próxima convidada do ‘Superbonita’ no GNT

O assunto será rótulos estabelecidos pela sociedade podem influenciar a relação de cada um com a beleza.

No próximo episódio de Superbonita, segunda-feira (23), às 21h, no GNT, Karol Conka bate um papo descontraído com a atriz Bárbara Paz sobre como os rótulos estabelecidos pela sociedade podem influenciar a relação de cada um com a beleza. Já a gari Vivi Nascimento é uma mulher muito vaidosa, não vive sem o seu mega hair e os cílios postiços, mas por conta disso já sofreu muito preconceito nas ruas e foi apelidada de “garigata”.

A filosofa e militante feminista Djamila, conta sobre os rótulos que recebeu por ser negra, bonita e intelectual. E ratifica que não se deve reforçar uma lógica opressora, visto que somos diferentes.
Bárbara Paz recebe muitos rótulos e se orgulha de estar muito além de todos eles. Desde criança, ela já não se encaixava em padrões, mas foi percebendo que o problema não estava no jeito dela, e sim na forma com que as pessoas a olhavam, “Os rótulos estão nos outros e não em mim, nunca deixei de seguir”, afirma.

Ela também conta que ao longo de sua carreira foi recebendo novos rótulos, sendo comparada com algumas de suas personagens nada ortodoxas, “Se estou bebendo e alguém me encontra, fala – Não é a Bárbara Paz? Igualzinha a personagem, bebe todas e é doidona”, comenta.

A lindíssima Vivi nascimento é gari, realizada e não se envergonha do que faz, porém ainda assim não escapa do preconceito e do olhar duro das pessoas que a veem trabalhando nas ruas, “ Algumas pessoas dizem: Vai estudar, trabalhar em um escritório. – Elas pensam que não temos estudo”, conta. E até as suas colegas de trabalho repetiam esse discurso preconceituoso. “No começo ficava chateada com o que as pessoas falavam. Elas não entendem.

Só porque é “bonitinha” não pode trabalhar com lixo”, diz.
A filosofa Djamila é uma das vozes mais importante do feminismo no Brasil. Ela sempre precisou se reafirmar em tudo que fez para conseguir o seu espaço. Na área acadêmica tem dificuldade por ser militante e na militância feminista o mesmo mal a atinge por pertencer a academia. Ela explica que os estigmas se tornam rótulos na sua maioria, “As pessoas se chocam e nos rotulam o tempo inteiro”, diz. Entretanto, não foi só na construção de sua carreira que a filosofa precisou se afirmar, mas também com a sua aparência, “Se afirmar bonita é importantíssimo, até para influenciar as outras meninas.

E dizer: ‘Olha, eu me aceito, eu me sinto linda’, mesmo quando a sociedade diz o contrário”.
Ainda no episódio, a filósofa Márcia Tiburi explica como os rótulos e estereótipos são construídos socialmente. A influenciadora digital Rayza Nicácio dá uma dica de como realçar os cílios.

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