Boneco de Neve: será que vale a pena?

E hoje, 23 de novembro, chega aos cinemas brasileiros, “Boneco de Neve“, mais um filme norte-americano de serial killers. O maluco da vez, no caso, gosta de fazer um estranho boneco de neve antes e durante seus “trabalhos”.  O elenco inclui nomes como Michael FassbenderVal KilmerToby Jones e até uma ponta da atriz Jamie Clayton, de Sense8. E aí? Será que esse elenco é suficiente para fazer “Boneco de Neve” valer a pena?

Elenco, roteiro e direção.

Fora os famosos já citados, todos os outros atores e atrizes são nórdicos, pouco conhecidos mundialmente. O que não é defeito, mas é meio decepcionante Kilmer, Jones e Clayton subaproveitados. Fassbender e o restante do elenco seguram bem a onda. De qualquer forma, chama atenção o visual envelhecido de Val Kilmer. Sabe-se lá se por doença ou plásticas, seu rosto parece deformado. Coisa que provavelmente ficaria melhor com uma barba.

A direção é melancólica e lenta, o que não é exatamente defeito, mas pode desanimar boa parte do público. Essa característica, no entanto, é pra lá de justificável. Se há um sentimento para o qual os nórdicos têm mil motivos é a melancolia. Com tanta neve e monocromia, como não ficar meio desanimado?

Boneco de Neve: Divulgação
Foto: Divulgação

O roteiro, baseado num autor contemporâneo ao de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres“, parece ser aposta explorar a mesma veia narrativa. O protagonista, no caso, é o personagem de Fassbender, o detetive Harry Hole. Independente de como funciona a narrativa no livro, no filme ela tem seus buracos e situações meio forçadas. Como ponto positivo, não se descobre o assassino até a hora certa, e a assustadora criatividade do assassino funciona bem.

Os diferentes usos de um “boneco de neve”

Logo no início do filme, se mostra a importância do tal boneco de neve na infância do assassino. Trata-se, simbolicamente, da “coisificação” do ser humano, principalmente das mulheres. E entre a expressão assustadora do boneco e o uso de suas “partes intercambiáveis”, depois do filme dificilmente alguém olhará para bonecos de neve da mesma forma.

No fim das contas, é o próprio boneco de neve, ou melhor, o assassino, que faz o filme valer a pena. Desde, é claro, que você não tenha medo de filmes lentos e tenha disposição para ignorar defeitinhos no roteiro em nome de uma refrescada nos filmes de serial killers.

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