Diário de um Banana – Caindo na Estrada: será que vale a pena?

É um filme sobre uma viagem de carro atravessando os Estados Unidos. Já vimos isso antes? Algumas vezes, mas com uma família no carro? Sim, também já vimos, mas e se for sob o ponto de vista do garoto mais banana da história? Bem, aí a coisa muda de figura. Ou não, mas isso não importa. O que importa saber é: “Diário de um Banana – Caindo na Estrada” vale a pena?

Os livros da série já fazem sucesso há um bom tempo, tanto nos EUA quanto aqui no Brasil. Até agora, já foram lançados 11 livros na terrinha do tio Sam (sem contar os livros dos filmes e o livro de atividades). Desses, 8 já foram trazidos para o mercado brasileiro, e 3 deles já foram adaptados para o cinema. Começou em 2010, com “Diário de um Banana“. Em 2011 foi a vez de “Diário de um Banana 2 – Rodrick é o Cara” e em 2012 foi a vez de “Diário de um Banana 3 – Dias de Cão“. O antigo intérprete do protagonista, o ator “Zachary Gordon” cresceu, o que provavelmente levou a uma pausa na franquia. E eis que agora, 5 anos depois, surge o quarto filme (sem o 4 no título), com elenco totalmente repaginado. 

Caras novas

O novo filme conta com Jason Drucker  e Charlie Wright, respectivamente nos papéis de Greg, o protagonista, e Rodrick, seu irmão mais velho. Já a mãe e o pai são interpretados pela eterna Bat Girl, Alicia Silverstone, e pelo lobisomem americano em Paris, Tom Everett Scott. Os adultos cumprem bem seu papel, com ela sempre preocupada com a união familiar e ele com o emprego. O mesmo pode ser dito dos adolescentes, embora soe um pouco irreal que Rodrick desconheça o universo geek. O que é mais uma questão de roteiro que de interpretação do jovem ator.

Foto: Divulgação

Vale a pena também dizer que o livro correspondente, “Diário de um Banana – Caindo na Estrada” é inédito no Brasil.

Como nos filmes anteriores, é bonito ver os personagens primeiro em desenho animado, no traço do autor nos livros. Outro ponto positivo é o quão genuínas são as críticas a alguns hábitos da classe média. As cenas no restaurante para crianças traduzem bem isso, palmas para a maquiagem, direção de atores e escolha de ângulos. Mesmo que esse encanto perca força no decorrer do filme, as agonias da convivência em família continuam a veia principal do filme.

Bem vindos, newbies!

Outra característica positiva é a zero necessidade de ter assistido os filmes anteriores. É uma história simples, fácil de acompanhar, a típica comédia de erros que se acumulam em vários clímax tragicômicos. A desvantagem dessa fórmula é que, devido à imensa quantidade de pontos de tensão, nenhum deles se destaca. Quando o clímax da narrativa chega (se é que existe um), o público riu tanto que já não há muito mais do que rir.

Detalhe importante: não exagere nos lanches antes dos filme. Sim, crianças adoram humor nojento, e o filme usa esse recurso também.

Mesmo assim, “Diário de um Banana – Caindo na Estrada” é uma boa pedida para uma tarde em família, inclusive com gancho para estimular a leitura dos menores. Já os pais, além de garimpar referências a novos clássicos do cinema, terão uma interessante visão do que é ser criança no século 21.

“Diário de um Banana – Caindo na Estrada” estreou em 19 de maio nos EUA. No Brasil, chega aos cinemas no dia 10 de agosto.

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