Emoji – o Filme: será que vale a pena?

No mundo secreto do smartphone de um adolescente, um emoji cheio de expressões foge dos anti-vírus que querem deletá-lo. Para evitar que o celular seja formatado e seu mundo destruído, ele inicia uma jornada para se reprogramar e ser um Emoji “normal”. Fantasia? Sim! Para crianças? Com certeza! A pergunta que falta responder é: será que vale a pena?

Simples como um emoji

Para ser emoji, uma figura tem que ser simples. Ninguém quer gastar tempo analisando aquilo. É tudo raso mesmo, para que a resposta venha o mais rápido possível, até mesmo na forma de… outro emoji.

Para o bem e para o mal, esse princípio parece nortear o filme inteiro. A animação é repleta de cores vivas, mas com texturas e formas mais simples. Nos primeiros minutos, principalmente, tamanha simplicidade visual chega a cansar. Felizmente, à medida que o filme avança, novas estéticas, um pouco mais complexas, dão o ar da graça.

Meio que na contra-mão, o roteiro começa com uma crítica social ao uso excessivo de smartphones pelos jovens de hoje. Porém, logo em seguida, o filme parece abraçar essa superficialidade, pelo menos até certo ponto. Outras críticas sociais surgem (à sede de curtidas, aos conteúdos rasos da rede, aos preconceitos sobre feminilidade, entre outros). E da mesma forma elas sucumbem, numa simplificação extrema das questões que foram levantadas.

O roteiro fica tão simples, mas tão simples, que várias de suas passagens acontecem de forma artificial e caricata. No fim das contas, resta a impressão de que o filme se destina a crianças com menos de 6 anos. Ou que tudo não passa de uma mistura de “Divertidamente” e “Teletubies”.

Soluções cada vez mais simples

Quanto mais se aproxima do final, mais simples as soluções do roteiro se tornam. Para os pequenos, isso pode funcionar. Já para os maiores, a coisa começa a azedar. A descrença, por mais que nos esforcemos, continua a bater, firme, à porta.

Mesmo assim, adultos ainda podem rir de uma ou outra piada. Ainda bem, se não acompanhar a prole até o cinema seria bem chato.

Se o filme vale a pena? Vale, como diversão para os pimpolhos menores hiper-conectados, que provavelmente vão querer assistir tudo mais de uma vez. Paciência, papai, paciência, mamãe! Caso precise ver o filme mais de uma vez, leve junto seu smartphone e vá ler um livro, de preferência mais profundo que um emoji.

“Emoji – o Filme” estreia nos cinemas brasileiros nessa quinta-feira, dia 31 de agosto.

Confira também as críticas de “Atômica” e “Os Guardiões“, que também estreiam nessa quinta.

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