Há 15 anos morria Cássia Eller, a garotinha cansada e malandra

Em 29 de dezembro de 2001, há exatos 15 anos, o Brasil perdia uma de suas maiores vozes. Cássia Rejane Eller, ou simplesmente Cássia Eller, nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de dezembro de 1962. Foi aos 14 anos que despertou o interesse pela música após ganhar um violão de presente.

Ela, que quando criança morou em Minas Gerais e no Pará, mudou para Brasília aos 18 anos com a família, onde cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró. Em busca de liberdade, aos 19 anos foi para Belo Horizonte e chegou a trabalhar como pedreiro.

A carreira de Cássia na música começou de fato em 1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro, mas foi em 1989 que decolou. Com a ajuda do tio, gravou uma fita demo com a canção “Por enquanto”, de Renato Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, o que resultou na contratação da artista pela gravadora. Sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado “Baobab”. A partir daí, explodiu.

Intérprete de carteirinha, Eller só compôs três músicas ao longo de sua vida. Era torcedora fanática do Atlético Mineiro. O maior sucesso de sua carreira, “Malandragem”, tem autoria de Cazuza e Frajat, e antes foi apresentada para Ângela Rô Rô, que recusou a canção.

No ano de sua morte, 2001, sua agenda foi bem cheia. Ela fez uma apresentação histórica no terceiro Rock In Rio, gravou um DVD, que vendeu mais de um milhão de cópias, se apresentou no Video Music Brasil, da MTV, ao lado de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Nando Reis, e era cotada para o réveillon na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, mas acabou sendo impedida por conta de uma viagem sem volta…

Aos 39 anos, no auge de sua carreira, sofreu um infarto do miocárdio repentino. Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, já que era usuária de cocaína desde adolescente, mas tal suspeita foi descartada pelos laudos periciais.

Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa. Em Brasília, ganho um espaço intitulado de Sala Cássia Eller, em 1977, que passou por ampla reforma em 2001, sendo rebatizado no ano seguinte, numa homenagem póstuma à cantora.

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