Lady Bird: É Hora de Voar – Será que vale a pena?

À primeira vista, este é só mais um filme de menininhas adolescentes. A sinopse não tem nada demais. É um longa dedicado às relações de uma garota no final do High School, o Ensino Médio norte-americano. Já vimos muitos filmes com essa premissa, mas não com um conflito (ou conflitos) tão discreto quanto esse. E sim, é justificado ter medo, pela sinopse, de que esse seja um longa bem chato. As chances de segurar ficam então pelo drama e humor da história, que têm que ser muito bons pra o filme valer a pena. E aí? Será que “Lady Bird: É Hora de Voar” segura o rojão? Será que o filme vale a pena?

Pode me chamar de “Lady Bird”

O nome do filme é o mesmo que a protagonista escolheu para si: “Lady Bird“, ou “Madame Pássaro“, em tradução livre. Afinal, Christine McPherson, interpretada por Saoirse Ronan, é “doidinha” o suficiente para questionar por que diabos aceitamos nossos nomes de nascimento. Porém não é só a adolescente que é diferentona. A proposta do filme verdadeiramente escapa dos clichês. A principal relação retratada não é com os namoradinhos. É, em primeiro lugar, com a mãe, interpretada por Laurie Metcalf. Em seguida, vem a relação com a melhor amiga, o pai, os namoradinhos e a nova melhor amiga.

Cada uma dessas relações é pontuada por aparências, vergonha, rebeldia, inconformismo e, principalmente, ótimas e bem humoradas atuações. O esforço do elenco não é na direção das risadas. Todos se concentram apenas em interpretações verossímeis e convincentes, o que, definitivamente, dá novos ares para o filme.

Oscars

“Lady Bird: É Hora de Voar” concorre a cinco oscars:

  • melhor filme;
  • melhor roteiro original;
  • melhor direção;
  • melhor atriz e;
  • melhor atriz coadjuvante.

Há de se confessar que, diante dos outros concorrentes, provavelmente o longa não leve a estatueta de melhor filme. As premissas dos concorrentes chamam muito mais atenção. Afinal, a proposta de “Lady Bird” é contar uma história extremamente quotidiana, sem um conflito central. A diretora Greta Gerwig faz questão de realçar todo o tédio que a protagonista vivencia, abreviando os planos mais intensos (e engraçados) enquanto alonga os mais normais.

Nas demais categorias, porém, a coisa muda totalmente de figura. A escolha de ângulos e movimentos de câmera que a diretora faz é extremamente adequada ao roteiro, também assinado por ela. Os diálogos e reações das personagens são verdadeiramente coerentes e convincentes, com humor e originalidade que não sacrificam a veracidade de tudo. Um prato cheio para as atuações de todos os atores, em especial as atrizes indicadas, que realmente merecem ser premiadas.

“Lady Bird: É Hora de Voar” estreia amanhã, dia 15 de fevereiro. Pode ser um filme tedioso para quem gosta de explosões, ação e efeitos especiais. Mas vale a pena ver para relativizar seu dia-a-dia, dar algumas risadas e deixar a vida mais leve.

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