Leonardo Vieira comenta sua sexualidade:”não escolhi ser gay”

O ator Leonardo Vieira, foi vitima de ataques homofóbicos na Internet. Recentemente, fotos suas beijando homens em em uma festa foram compartilhadas e suas redes sociais se tornaram alvo de comentários homofóbicos, tais como “gayzão”, “desperdício de homem”.

Nessa segunda-feira (09), o ator decidiu mostrar sua opinião sobre o ocorrido. Ele que interpreta o personagem Balaão na novela “Os Dez Mandamentos”, contou que assim como outros artistas fizeram em 2016, ele se sente livre para falar de sua sexualidade.

“Nunca escondi minha sexualidade, quem me conhece sabe disso. Não estou “saindo do armário”, porque nunca estive dentro de um. Também nunca fui um enrustido. Meus pais souberam da minha orientação sexual desde quando eu ainda era muito jovem. No início não foi fácil pra eles, pois somos de famílias católicas e com características bem conservadoras, mas com o tempo eles passaram a me respeitar e aceitar a minha orientação”, declarou.

Segundo ele, sua família não o negou.  “Eles puderam perceber através da minha conduta que isso era apenas um detalhe da minha personalidade. Eles entenderam que o filho deles podia ser uma boa pessoa, honesto, bom caráter, bom filho, bom amigo, mesmo sendo ‘gay’. Hoje, a única preocupação da minha mãe é que eu não seja feliz. Eu posso afirmar para ela que sou feliz”, continou em sua carta.

Ele planeja prestar queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática e declarou que não gosta de usar o termo “assumir” “Infelizmente, vivemos em um país ainda cheio de preconceitos e a homofobia é um deles. Revelar-se homosexual não é fácil pra ninguém e acredito que seja ainda mais difícil para uma pessoa pública. Sempre achei ‘assumir’ um termo pesado demais. Assume-se um crime, um delito, um erro e uma falta grave. Será que estou errado em ser quem sou? Será que tenho alguma culpa para assumir? Esse termo “assumir” me perseguiu como se eu tivesse cometido algum crime e que eu teria que fazer o “mea culpa” e ser condenado. Nunca me senti criminoso ou culpado por ser homosexual, eu me sentiria assim se tivesse matado alguém, ou roubado alguém ou a nação. O fato de ser gay nunca prejudicou ou feriu alguém, a não ser a mim mesmo; e não escolhi ser gay”, revelou em outro trecho.

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