Mãe da Miss Brasil 2017 repudiou comentários racista, e diz que não irão se calar

Eleita Miss Brasil 2017 em cerimônia realizada no último sábado (19), a piauiense Monalysa Alcântara, de 18 anos, se tornou alvo de críticas acintosas, e racistas, comentários presentes em redes sociais como o Facebok e o Twitter, trazem mensagens de ódio em referência a cor da pele e cabelos cacheados de Monalysa, alegando uma “vitimização” da candidata durante a competição.

A mãe da miss, Elza Alcântara, garante que as vozes racistas só vão colaborar para que a filha continue na batalha pela igualdade social no Brasil. “Agora que ela não vai se calar. Racismo a Mona combate diariamente. Ela ganhou por mérito dela e isso ninguém tira. Quem não gostou da escolha tem direito de expressar opinião desde que não nos ofenda”, ela disse ao G1.

Com uma agenda cheia, segundo Elza, a Miss “só quer comemorar”. “Todos sabem que racismo é crime no Brasil e se ela desejar denunciar à polícia os comentários maldosos, vamos apoiá-la”, concluiu.

Em alguns dos posts, internautas dizem que a vencedora tem “Cara de empregadinha” ou que houve “cota” no programa. “Achava que o critério era beleza e não ser negra”, publicou um usuário do Twitter.

De acordo com o Código Penal brasileiro, vale lembrar, o crime de injúria racial, pelo qual se ofende a dignidade ou o decoro de uma pessoa com base em elementos de raça, cor ou etnia, rende pena de reclusão de um a três anos, além de multa.

Em entrevista à Revista Veja, Monalysa diz se considerar feminista. “A igualdade e respeito de gênero deveriam ser naturais… Mas, se lutar e acreditar nos direitos das mulheres é ser feminista, sim, eu sou.”

 

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