Meu Malvado Favorito 3: será que vale a pena?

Confesso que fui assistir o filme meio contrariado. Sim, além de não ter achado os dois filmes anteriores lá essas coisas, considerava que Dru já tinha dado o que podia dar. Afinal, histórias de ex-vilões existem aos montes. Porém, nada na vida é preto no branco, por isso, vale fazer uma análise mais paciente de “Meu Malvado Favorito 3”. E aí? Será que vale a pena assistir ao terceiro filme da franquia?

Esse é e não é o terceiro filme, dependendo de você considerar ou não “Os Minions” como o terceiro. De qualquer forma, “Meu Malvado Favorito 3” é o terceiro filme com “Dru” como protagonista. Em termos técnicos, não há muito o que discutir. Tudo no filme: (modelagem, texturização, animação, iluminação, efeito 3d, dublagem, efeitos sonoros e trilha sonora) é uma mistura meticulosa de realidade e fantasia. As formas são caricatas, com os característicos braços e pernas finas dos adultos, narizes pontudos. Porém, as texturas são absurdamente realistas, com cores vibrantes, transparências e reflexos. A dublagem vem clara e convincente, os efeitos sonoros vêm no momento certo, com a dose certa de fantasia. O 3d é muito bom, a trilha sonora tem momentos interessantes e outros nem tantos.

Resumindo: tecnicamente, é um filme perfeito. No entanto, como nos filmes anteriores, o ponto fraco da película.

As várias histórias de “Meu Malvado Favorito 3”

Fazer sequência de filme é complicado, sempre. O primeiro fator que dificulta é esgotar as novidades (e piadas). O segundo é quase sempre ter de resgatar os personagens anteriores, o que pode transformar o roteiro num exercício de malabarismo. Quando boa parte das novidades vem por causa de personagens incluídos nos filmes anteriores, temos um ciclo difícil ciclo vicioso. E foi isso que aconteceu com “Meu Malvado Favorito 3”.

O primeiro filme apresenta Gru (Steve Carell), ainda vilão, e suas futuras filhas adotivas: Margo, Edith e Agnes. Ah, claro, não dá pra esquecer (nem quando se quer) os Minions e seu quase incompreensível idioma. O segundo filme traz a futura esposa Lucy (Kristen Wiige a Liga Antivilões, emprestando um ar ainda mais classe média à franquia. Isso sem falar dos curta-metragens centrados nos Minions e no longa que leva o nome dos monstrinhos Amarelos. Resultado? Temos a família de 5 personagens, mais os Minions para serem representados no terceiro filme. Acrescente aí o 6º membro da família, que é Dru, o irmão gêmeo de Gru. É tanto personagem que até deixaram o Dr. Nefario (Russell Brand) congelado.

Ainda assim, precisaram dividir os personagens em mini conflitos e aventuras, para que cada um tivesse importância. Por isso, o que se vê são 4 histórias intercaladas com a principal, que também poderia ser dividida em outras 4, tudo com começo, meio e fim próprios. Como fazer tudo caber em 90 minutos? Deixando tudo muito, muito, muito simples e raso, com soluções bem fáceis. O que nem sempre funciona, e pode deixar o público com a sensação de que nada importante aconteceu.

Veredito

Apesar da minha resistência inicial, não consegui deixar de rir em algumas partes. O vilão Balthazar Bratt (Trey Parker) pode muito bem ser o mais interessante para os adultos, mas não faz lá muito sentido para as crianças. Assim, agradando a adultos aqui, pequenos ali, fãs de um personagem acolá, dos Minions em outros pontos do filme, “Meu Malvado Favorito 3” agrada um pouco a todos, mas não completamente a ninguém. Rende uma agradável tarde em família, o que, por si só, pode valer a pena.

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