O Culto Da Bruxa de Blair – A Filha do Diabo

Parte I

Na idade média iniciou-se uma grande caçada religiosa no intuito de punir pessoas acusadas de bruxaria. Entre as várias punições, destacava-se a fogueira, onde os condenados eram queimados vivos em praça pública, e assim servindo de exemplo para aqueles que ousassem desafiar as leis do cristianismo.

Sinais na pele, cabelos ruivos, realizar partos ou o simples fato de observar a lua, poderia ser entendido como um sinal de bruxaria. Estima-se que entre os séculos quinze e dezenove , cerca de 40 mil a 100 mil pessoas tenham sido executadas, nessa que historicamente ficou conhecida como a Caça às Bruxas .

Blair EUA, 1785.

A pequena cidade de Blair iniciava o seu processo de expansão após quatorze anos de sua fundação, quando foi inaugurada com duas ou três ruas e pouco mais que meia dúzia de casas. Tudo acontecia tranquilamente , até que alguns fatos misteriosos vinham rompendo o sossego dos moradores da jovem cidade.

Logo surgiu a história que em uma casa na floresta, vivia uma velha senhora, que algumas vezes era vista rodeando as habitações enquanto observava as crianças do local.
Seu nome era Elly Kedward, uma senhora de aparência nada agradável. Misteriosa, não permitia que ninguém se aproximasse enquanto surgia por entre a floresta de alguma forma intrigante.

Sua presença começava a incomodar os pais, enquanto os rumores sobre a velha ganhavam proporções maiores, e assuntos paranormais eram cada vez mais associados as suas aparições.

Algumas pessoas diziam que Elly era filha do diabo, pois podia controlar as árvores e os ventos, e selecionava crianças, atraindo-as para sua cabana, onde tirava sangue de seus pulsos, servindo de oferenda em algum tipo de ritual satânico .

Mas até aquele momento eram apenas especulações. Porém, as coisas estavam prestes a mudar, pois Elly se revelaria de forma assustadora, comprovando tudo aquilo que foi dito a seu respeito .

Parte II

Era uma noite congelante naquele que foi um dos invernos mais rigorosos de Blair. Em seu quarto na cama maior, dormiam o senhor e a senhora Dodds, ao lado ficava a cama do pequeno Lucas, o filho mais novo do casal.

Tudo estava aparentemente bem, o quarto escuro e tranquilo, até que o menino começou a ficar agitado quebrando o silêncio do ambiente, o que chamou a atenção do senhor Dodds, que imediatamente ligou o abajur. Ao virar, deparou-se com uma sombra densa, semelhante a imagem de uma mulher, ela pairava assustadoramente enquanto observava o garoto, no mesmo momento que a luz começou a falhar e em questão de segundos a imagem se dissolveu na escuridão.

Misteriosamente a porta do quarto aparece entreaberta, e ao caminhar até a sala, ele se depara com todas as portas e janelas da casa abertas, balançando sem que houvesse qualquer corrente de ar.

De repente Elly Kedward se torna visível novamente, dessa vez de forma nítida, fazendo o senhor Dodds clamar o nome de Deus. E assim ela some de vez, deixando no chão da sala uma enorme mancha de sangue onde seus pés tocaram.

O pequeno Lucas estava salvo. Mas naquela noite, longe dos olhos atentos dos pais, várias crianças marchavam em direção a floresta, em um tipo de tranze que as atraíam direto para a cabana de Elly Kedward.

Para o resto da cidade era uma noite tranquila como qualquer outra, pois o chamado foi ouvido apenas pelos escolhidos por Elly.

Duas horas depois, já na madrugada, as crianças avistaram a cabana da velha e ainda hipnotizadas caminharam em direção a porta que já se encontrava aberta.

Então estava tudo pronto para iniciar o trabalho de magia negra, onde a bruxa pretendia marcar as crianças ofertando suas almas naquele ritual macabro que certamente resultaria em grandes tragédias, tanto para os inocentes, quanto para a velha Bruxa de Blair!

CONTINUA…

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