O Culto Da Bruxa de Blair: A Lenda Vive

Após a suposta morte de Elly, a população de Blair viveu momentos de terror. Não há registros na história indicando que os habitantes desaparecidos no inverno seguinte foram encontrados, vivos ou mortos.

Mas após vários anos, boa parte da história havia caído em esquecimento. Porém, 40 anos depois, a lenda da bruxa de Blair renasceria das cinzas, ou melhor, das águas. Era um passeio colegial para os melhores alunos da turma do quinto ano. Havia onze pessoas, entre professores, alunos e um monitor. A pequena Eileen Treacle de apenas dez anos, ganhou o direito ao passeio após vencer um concurso de redação. Em seu texto Eileen contava a história de seus avós que desapareceram misteriosamente no inverno de 1878. A história chamou a atenção de todos, pois pouco se falava de Elly naquela época.

E então seguiram para a floresta. Tudo acontecia de forma natural, era um passeio comum como se fazia todos os anos antes das férias de verão.

A primeira parada foi no riacho Tappy East. O monitor assegurou que era um local tranquilo para banho, e realmente era. Eillen foi a primeira a entrar na água enquanto todos eram advertidos a não se afastarem da margem. Mas antes que os outros entrassem, algo estranho aconteceu com a garota, de repente ela ficou paralisada, seu rosto esqueceu qualquer tipo de expressão enquanto uma improvável corrente de água à afastava misteriosamente da margem.

Eileen então grita e todos percebem que algo de errado está acontecendo. O rio cria correntezas fortes , chegando a formar pequenas ondas, obrigando todos a saírem da margem. Mas Eillen estava sendo engolida pelas águas, quando no auge de todas aquelas atividades paranormais, algo de muito estranho foi testemunhado por todas as dez pessoas que gritavam apavoradas na beira do rio.

Uma mão pálida submerge no meio da água há dois metros da garotinha, e vai lentamente ao encontro de Eileen que quando alcançada é puxada para o fundo e não volta mais a superfície. As águas então se acalmam imediatamente deixando todos aterrorizados com o que acabavam de ver.

Todos afirmaram eu seus depoimentos a existência de outra pessoa no rio, porém nenhum outro afogamento foi registrado naquele dia, fazendo com que Elly Kedward se tornasse temida outra vez.

Os próximos acontecimentos serviram para aumentar os boatos entorno da lenda, pois durante treze dias o rio ficou obstruído com madeiras e gravetos, coisa que aconteceu sem nenhuma explicação lógica, fazendo com que o corpo de Eillen desaparecesse nas águas e nunca mais fosse encontrado.

O medo voltou a assombrar a população de Burkittsville, e se restavam dúvidas de que Elly Kedward havia despertado para cumprir todas as suas maldições, elas desapareceram completamente quando Robin Weaver, de oito anos, se perdeu dos pais na mesma floresta. Mas dessa vez a criança não seria a única vítima, pois sua equipe de resgate também sofreu as consequências, aumentando os registros oficiais de vítimas, nessa que foi uma das passagens mais assustadoras na lenda da bruxa de Blair.

As passeios em família nas trilhas da floresta de Burkittsville foram praticamente extintos. Após a morte de Eiilen, poucas pessoas tinham coragem de se arriscar por alí. Entre elas , a família do pequeno Roben Weaver, de apenas 8 anos.

Com o abandono, já era difícil identificar as trilhas. Naquela manhã, o vento forte espalhava as folhas que cobriam todo o chão. No início da caminhada tudo acontecia naturalmente, mas a medida que avançavam na floresta, o garoto apresentava um comportamento estranho que não foi percebido por seus pais.

Roben seguia em frente sem olhar pro lado, parecia está entrando em algum tipo de tranze, e logo o vento soprou em seus ouvidos, trazendo palavras que atraíram o garoto para o meio da floresta, já fora das trilhas.

Quando o senhor e a senhora Weaver notaram sua ausência, Roben já havia sumido de vista.

Eles então entraram em desespero, voltaram imediatamente para a cidade, onde uma equipe de busca foi acionada.

Cinco homem entraram na floresta para buscar o garoto perdido. Bem, essa era a ideia. A tarde caiu rapidamente e nada de Roben nem sinal da equipe que deveria retornar ao anoitecer.

A solução encontrada foi mandar uma segunda equipe, preparada da atuar na noite. E fizeram.

A noite tudo parecia mais assustador na floresta. Havia um clima de suspense, ainda que ninguém ousasse mencionar o nome de Elly, o medo gerado pela lenda era evidente. E então algo bizarro foi visto por todos. Era a primeira equipe, ou melhor, o que sobrou dela. Os corpos estavam espalhados pelo chão, com as mãos amarradas com cipó, as cabeças e as pernas foram brutalmente arrancadas. Da criança não havia sinal algum.

A segunda equipe voltou apavorada. No outro dia uma grande operação foi montada para resgatar os corpos. Homens fortemente armados voltaram ao local, mas restava apenas sangue sobre as folhas secas, os corpos haviam desaparecido. Roben e sua equipe foram tragados pela floresta, e seus restos mortais nunca mais foram encontrados.

Durante anos as trilhas permaneceram interditadas, mas aquelas não foram as últimas vítimas da maldição. Em seu ato final, Elly voltava para mostrar a todos que sua lenda estava viva . Em um dos casos policiais mais intrigantes da história americana, a bruxa desafiou o imaginário de todos, remontando através de um homem, o cenário de horror que a tornou conhecida em todo o mundo e que até hoje intriga os admiradores dos contos de terror.

-CONTINUA-

Allen Hudson

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