Os Guardiões: será que vale a pena?

Após a Segunda Guerra Mundial, a Rússia entrou numa corrida armamentista secreta: as pesquisas genéticas em busca de super-humanos. Nos dias atuais, um dos maquiavélicos cientistas dessa época finalmente se torna um super-humano capaz de controlar mentalmente qualquer tipo de máquina. Assim, suas antigas vítimas se unem às autoridades russas para tentar detê-lo, e recebem o nome de “Os Guardiões“.  A premissa parece tão confusa quanto batida, e levanta a questão: e aí? Será que vale a pena?

Russo ou mexicano?

O que mais chama atenção no filme é a qualidade das atuações. Qualidade canastrona, no caso, que compete pau a pau com as novelas mexicanas. Nem a beleza física do núcleo “bonzinho” consegue salvar o filme, até porque beleza física é algo muito comum entre atores famosos, no Brasil inclusive. E quando a direção tenta explorar a beleza das atrizes com caras, bocas e gestos para lá de artificiais e closes descarados nas nádegas… a coisa realmente fica feia. Elas, aliás, são pra lá de figurativas. A mulher invisível russa é pior que a mulher invisível dos quadrinhos dos anos 70: servia para pouco mais que ser salva pelos heróis masculinos. E olha que a heroína do Quarteto Fantástico nem sabia artes marciais.

Junte a isso edição, roteiro e direção os mais artificiais que se puder imaginar. Há tentativas tétricas de desenvolver os personagens, mas com variações de humor, atitudes tão bruscas e diálogos para lá de improváveis.

Pontos Positivos?

Alguns elementos estéticos chegam perto de agradar. O gesto do espadachim ao sacar suas espadas curvas é interessante. Os efeitos especiais são, na maioria, um pouco melhores que o dos filmes B. O figurino é razoável, com uma ou outra ideia interessante. A diversidade étnica dos heróis remete às antigas Repúblicas Soviéticas.

Felizmente, “Os Guardiões” não é o protótipo do cinema russo. Só para citar algo um pouco mais moderno, “Guardiões da Noite” foi bem melhor. Isso sem falar de cineastas como Serguei Eisenstein e Dziga Vertov, cujo trabalho serviu de base para cineastas do mundo todo.

“Os Guardiões” é um filme torturante e risível para quem assiste. Faz o mais desconexo dos “Transformers” parecer uma obra virtuosíssima. “Os Guardiões” só vale a pena, realmente, para, talvez, analisar um possível estreitamento na visão de mundo dos russos dos últimos anos.

No Brasil, “Os Guardiões” estreia nessa quinta, dia 31 de agosto.

Confira também as críticas de “Atômica” e “Emoji – o Filme“, que também estreiam nessa quinta.

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