Planeta dos Macacos – a Guerra: será que vale a pena?

A franquia “Planeta dos Macacos” sempre foi uma mistura de drama e ficção científica. Afinal, assistir macacos escravizando e torturando humanos sempre foi algo… tenso de se ver. Embora a trilogia mais atual foque mais na crueldade de homens para com macacos, o forte das histórias continua sendo drama. E “Planeta dos Macacos – a Guerra”, por mais que se venda como um épico de batalhas colossais, não o é. É um drama, dos mais “concentrados”, com menos ação e ficção científica que os anteriores. Não que drama seja ruim, longe disso. Mesmo assim, fica a pergunta: será que vale a pena?

No capricho

Todos os elementos técnicos do filme continuam impecáveis. Iluminação, movimentos de câmera, trilha sonora, efeitos sonoros, figurino, objetos cênicos, efeitos especiais: tudo continua muito bem feito. Os macacos digitais, animados por movimentos e feições de atores, continuam com olhares e expressões fascinantes. O competente elenco dos macacos, além de contar com Andy Serkis (o eterno Smeagol), ganha novos personagens, com um bem vindo, cativante e comovente alívio cômico. O elenco humano também ganha novos e interessantes personagens, bem escritos e bem interpretados. O destaque, nesse sentido, é o já conhecido Woody Harrelson, com um vilão que o público vai amar odiar.

Como no filme anterior, o diretor Matt Reeves entrega posições e movimentos de câmera bem escolhidos, que valorizam a história. A edição segue a mesma cartilha, com tempos e transições bem ajustados. O roteiro é bem amarrado, com viradas decentes, boa construção dos personagens e bom embasamento. Em outras palavras: tecnicamente, o filme é perfeito. Não que seja o melhor filme do ano, falta ainda uma boa dose de diversão para isso. Mesmo assim, quem analisar o filme em si não verá falhas, falta de capricho ou defeito algum, muito pelo contrário. A falha é apenas uma, e é externa ao filme: a campanha de divulgação.

A falha de “Planeta dos Macacos – a Guerra”

Foto: Divulgação

Até pelo título, somos levados a imaginar que esse seria um filme de proporções épicas. Os cartazes reforçam isso, com um mega exército símio ao fundo. Os trailers também tentam vender esse peixe, sugerindo uma estrutura narrativa bem diferente da exibida na sessão.

Sem qualquer exagero, o filme poderia ser chamado “Planeta dos Macacos – à Beira da Extinção”. Humanos e macacos, cada um à sua maneira, são praticamente dizimados neste filme. Nenhum dos lados têm números e recursos para mais que uma ou duas batalhas. Além disso, Caesar, o líder dos macacos, está longe de ser o general interessado em aniquilar a humanidade. Muito pelo contrário: ele é a própria voz da razão nesse tipo de conflito.

Nem de longe isso faz de “Planeta dos Macacos – a Guerra” um filme ruim. A complexidade dos personagens é estimulante, e o filme levanta questões que podem ser discutidas por muito tempo ainda, principalmente nos EUA de Trump. A única questão é que não vale a pena ir ao cinema atrás da “guerra” do título.

“Planeta dos Macacos – a Guerra” estreou nos EUA em 14 de julho e estreia no Brasil em 3 de agosto, com cópias em 3D e 2D.

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