Rafael Ilha comenta sobre namoro com Cristiana Oliveira: “Meu grande amor era a droga, não ela”

No SuperPop desta quarta-feira, dia 30/08, Luciana Gimenez recebeu o casal Rafael Ilha e Aline Kezh para participar do quadro “Máquina da Verdade”.

No palco da atração, o ex-polegar falou sobre a dependência química que tomou conta de sua vida durante 13 anos. “Cheguei a fumar 70 pedras de crack em um dia porque o corpo vai aumentando a resistência. Morei seis meses embaixo da ponte, dormindo em um papelão”, relembra ele, que chegou a ter nove overdoses e quatro ataques cardíacos nesta trajetória.

Rafael criticou ainda as piadas que as pessoas fazem com os usuários de drogas e enfatizou: “Ninguém está fumando crack porque quer. Ali [na Cracolândia] tem mais de duas mil pessoas completamente doentes, escravas de corpo e alma de doenças psicológicas. É uma droga devastadora”.

Sua esposa, embora afirme não ter preconceito com o passado do marido, disse que ainda teme pelas chamadas “recaídas”. “Tive medo de ter um filho com ele, então obviamente eu tenho medo de que ele recaia. Mas quando alguém vem falar dele, eu o defendo”, declarou.

O artista teve ainda uma relação de três anos com a atriz Cristiana Oliveira e relembrou o momento em que a ex-namorada lhe pediu que escolhesse entre o namoro ou as drogas. Ele admitiu: “A coloquei para fora de casa às 3 horas da manhã. Estava no auge da dependência, ela já tinha acompanhado uma internação minha, eu ficava cheirando, tinha muitas convulsões e naquele momento não me arrependi, porque meu grande amor era a droga, não ela”.

Apesar de considerar ter sido preso algumas vezes somente pelo fato de ser famoso, Rafael admitiu que ele e a mulher foram justamente detidos ao tentarem entrar no Brasil com uma arma em 2014. O ex-polegar, no entanto, rejeitou a acusação de tráfico: “A pessoa que vai cometer o tráfico internacional de armas não vai vir com uma arma numa sacola de plástico na mão”.

Ele lembrou também que o apresentador Fausto Silva se sensibilizou com sua situação e contou para a apresentadora: “Faustão me ajudou muito quando eu usava cocaína injetável, há mais de 20 anos. Eu estava muito machucado e a produção dele ligou oferecendo a melhor clínica do país na época. Eles foram me buscar, custava R$ 15 mil um quarto com dois beliches para quatro pessoas e ninguém ficou sabendo de nada. Ele ajuda muita gente”.
Com uma família formada e dois filhos – um de 14 anos e uma de 2 – Rafael disse ter aprendido a lição. “Não tinha medo de morrer, hoje tenho bastante. Acho que Deus não estaria me abençoando tanto, me dado a vitória sobre o vício, se eu já não tivesse pago à justiça divina pelo que fiz”, finalizou.

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