The handsmand Tale — Porque você precisa assistir

A distopia que deu origem a série foi produzida nos anos 80, mas poderia se tornar facilmente realidade

The Handsmand Tale, ou O conto da Aia, escrito pela autora Margaret Atwood, em 1985, narrava um futuro distópico em 2015, onde as mulheres e as minorias seriam massacradas por um governo totalitário. A série adaptada, teve sua estreia em abril desse ano e desde então causou enorme estardalhaço. O motivo? A realidade dos fatos não deveria ser tão dolorida, mas é.

O mais perto que uma distopia chegou de ser real

Terroristas assassinam o presidente dos Estados Unidos e praticamente todo o congresso. Um grupo cristão extremista toma o poder e dá um espetacular golpe de estado. Espetacular, porque é sútil, daqueles que a gente só percebe quando é tarde demais. Retrata o pior de uma sociedade, com um quê de loucura.

De acordo com The Handsmand Tale, a taxa de natalidade foi diminuindo e as mulheres não estão conseguindo gerar crianças, pior, de cinco que conseguem, apenas um é saudável. Então, esse regime totalitário, visa a subordinação de direitos para mulheres e minorias, e visto que agora elas são propriedades do Estado, ele cria classes para designá-las. Há uma, de mulheres férteis, cujo ofício é gerar filhos para as mulheres férteis dos homens mais poderosos. São as concubinas. As aias. A história gira a partir da visão delas.

Mas o terrível pesadelo trás um debate que não deve ser deixado de lado. De certa forma, poderia ser uma realidade, afinal, como poderiam as mulheres estar a par do que acontece se são minorias nos parlamentos? E o que dizer dos países islâmicos, dos dominados por grupos terroristas? Será que as mulheres já não sofrem, não tendo praticamente nem direitos individuais, sendo propriedades de seus maridos, sem opção de escolha, apenas para servir? Será que The Handsmand Tale não é uma realidade em muitos países, exatamente nesse momento?

PREVEMOS: O EMMY PERTENCE AO CONTO DAS AIAS

O terrível pesadelo começa quando Offred (Elisabeth Moss), aparece na tela, e desde então brilha com sua atuação. A empatia que ela nos faz sentir é surpreendente, ela não tem muitas falas, mas você sabe exatamente o que ela pensa. Mas não é só ela, todas as mulheres brilham junto nessa série. Alexis Bledel, a eterna Rory Gilmore, como uma aia resistente e corajosa, assim Samira Wiley (Orange is the New Black). A esposa do Comandante, Serena Joy, completa o show de atuação que é esse elenco. Todas mereciam um prêmio.

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Outros aspectos que não podemos deixar de falar, é a arte fotográfica. O jogo de cores usada nessa fotografia é lindo, com tons sóbrios, tonalidades verdes e o vermelho das aias. Parece com uma produção antiga e se não fosse as músicas atuais e os trocadilhos com Tinder e Uber, você iria se esquecer que é de 2017. Brilhante.

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Enquadramentos exatos e um jogo de luzes escuras proporcionam o sentimento que a série quer passar. Tristeza, pena, dor. Mas aí você vê o vermelho das aias, revolta, mudança, revolução.

Se você ainda não assistiu a obra prima que foi produzida pelo serviço de streaming HULU, não perca, Muita coisa vai pensar no seu modo de pensar depois dela.

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