Transformers – o Último Cavaleiro: será que vale a pena?

Michael Bay e Transformers sempre foram sinônimo de pirotecnia, ou seja, muitas, muitas explosões, pancadaria, destruição e câmera lenta. Agora, após um novo protagonista humano no filme anterior (Mark Wahlberg), os trailers do quinto trazem o suspense de um Optimus Prime (o protagonista metálico) malvado. Nessa salada de frutas (ou seria de metal?), ousamos responder: será que “Transformers – o Ultimo Cavaleiro” vale a pena?

Parêntese importante: o primeiro filme foi o único com algum compromisso com roteiro e continuidade. Do segundo em diante, escrachadamente, todas as lógicas narrativas foram para as cucuias. Transformers, hoje, é uma franquia focada no visual impactante, na ação e nos efeitos especiais. A intenção do diretor passa longe da profundidade ou de grandes significados artísticos. Assim, vamos analisar o filme apenas no quesito diversão, usando os filmes anteriores como parâmetro.

Dito isso, vale a pena dizer que os Transformers de Michael Bay, apesar do jeitão cibernético (alguém quer algo mais cibernético que robôs?), sempre tiveram um pé no passado. No primeiro filme foram os óculos do vovô(!) e no segundo a corrida espacial. No terceiro foram ruínas egípcias, e no quarto o ferro velho do protagonista. No quinto? Bem, fãs podem considerar que Michael Bay passou dos limites ao misturar a távola redonda com robôs alienígenas. Porém, apesar da estranheza da combinação, a coisa funciona.

O passado britânico traz consigo dinossauros como Sir Anthony Hopkins, verdadeiro monstro da arte da interpretação. Traz também a bela professora de história, interpretada por Laura Haddock, que não à toa está parecidíssima com a mocinha do primeiro filme.

Humor a la Transformers

As cenas em que os três atores interagem trazem, por vários motivos, tiradinhas bem humoradas em todo um trecho mais “lento” do filme. Para completar o núcleo, há o mordomo transformer (!) e o carro que não consegue se livrar do sotaque francês (o Bumblebee da mocinha, por assim dizer). Adicione os alívios cômicos dos filmes anteriores (Hound, Drift e companhia) e os novos bebês (!) dinossauro transformer, que rendem boas risadas. E pronto: você provavelmente terá o melhor humor até agora na franquia, no mínimo equiparado ao primeiro filme.

O restante da película tem poucas novidades. Exceto que agora o publico percebe que qualquer coisa (literalmente!) pode ser um transformer disfarçado. E há, nessa premissa, um gancho absolutamente megalomaníaco para o próximo filme.

Há, como era de se esperar, personagens bem interessantes que são pouco aproveitados. Isabela Moner está muito interessante como a órfã que, criada por autobots, desafia os estereótipos sobre fazer as coisas como uma menininha. Espero realmente vê-la em outros filmes de ação, em que seu potencial seja mais explorado. Ela tem potencial de sobra até ser a principal protagonista dos de futuros filmes da franquia. #ficaadica

Os efeitos especiais estão quase impecáveis (só olhos muito bem treinados para perceber a artificialidade de uma ou outra composição), com um 3d decente. No mais, quando aquele personagem ou objeto que deveria estar em outro lugar aparecer, do nada, faça o possível para fingir que não percebeu. Procure prestar atenção nas mega explosões, tiros e golpes de espada com metal voando por todos os lados. Afinal, é para isso que Transformers veio. E isso, a franquia entrega muito bem.

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