Velório de Rogéria acontecerá no Teatro João Caetano, no Rio

O corpo de Rogéria, será velado a partir das 11h desta terça-feira (5), no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Nas duas primeiras horas, a cerimônia vai ser fechada para parentes e amigos e, em seguida, das 13h às 18h, o acesso será aberto ao público.

O enterro está marcado para amanhã (6), no município de Cantagalo, no norte Fluminense, cidade onde Rogéria nasceu. Ela estava internada no hospital Unimed Barra, e não resistiu após complicações de uma infecção urinária.

A artista foi internada pela primeira vez em 13 de julho deste ano. De lá pra cá, ela chegou a se recuperar e ter alta. O quadro de Rogéria se agravou e há dois dias ela voltou a ser internada.

Alguns famosos como: Leandra Leal, Glória Pires, e Jane Di Castro se despediram de Rogéria. Veja as fotos:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Trajetória: 

Nascido no Rio de Janeiro, em 1943, Astolfo Barroso Pinto, mais conhecida como Rogéria, aos 19 anos foi maquiadora da já extinta TV Rio, participou como jurada de vários programas de auditório durante muito tempo, e na dramaturgia, fez papéis em grandes sucessos, como é o caso de “Tieta”, que agora está sendo exibida pelo canal Viva.

Desde jovem, tinha consciência de sua homossexualidade e, aos 14 anos, saiu pela primeira vez nas ruas com roupas de mulher, durante o Carnaval.

O nome Rogéria surgiu em 1964, quando venceu um concurso de fantasias no carnaval. Ela estreou nos palcos no mesmo ano, em um show de travestis na Galeria Alaska, então reduto gay de Copacabana.

Por três anos, Rogéria foi vedete de Carlos Eduardo. Quando o contrato acabou, ela viajou para fora do país para tentar carreira internacional. A artista rodou pela Europa, além de passar por Angola e Moçambique.

Depois de uma temporada no exterior, Rogéria voltou com tudo. Em 1979, ela ganhou o Mambembe na categoria Atriz Revelação, por ocnta da atuação em O Desembestado. No cinema e na TV, ela se destacou em trabalhos como as novelas Tieta e Lado a Lado. O último trabalho da atriz foi em Divinas Divas, um documentário, dirigido por Leandra Leal, em homenagem as artistas transexuais.

Por conta de sua trajetória e de seu carisma, Rogéria ficou conhecida como o “travesti da família brasileira”.

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