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Assassinato no Expresso do Oriente: será que vale a pena?

Assassinato no Expresso do Oriente: será que vale a pena?

Quem nunca nunca ouviu falar em Agatha Christie? Pois é, a “dama do crime” já foi adaptada para o cinema e TV dezenas de vezes, e não é pra menos. 4 bilhões de cópias vendidas, definitivamente, não é para qualquer um. Só “Assassinato no Expresso do Oriente” tem, agora, a terceira adaptação para em longa metragem. E aí? Será que essa nova versão “tem tutano”? Será que ela vale a pena?

O protagonismo do diretor

Não é sempre que o diretor também faz o papel de protagonista. Não pela primeira vez, Kenneth Branagh se aventura nessa proposta. E sim, é uma aventura e tanto ser a base de um filme tanto atrás das câmeras quanto em frente a elas.

Em “Assassinato no Expresso do Oriente“, ele opta por por planos mais longos, com menos cortes, o que pode deixar a impressão de que o filme é lento. As posições de câmera, boa parte das vezes, não seguem a receita hollywoodiana. Há um longo plano com a câmera bem acima dos personagens, imitando uma câmera de vigilância no vagão onde descobrem o assassinato. O que significa que o público passa alguns minutos enxergando apenas o topo da cabeça dos atores, num jogo de mostra-esconde intencional, mas que pode não agradar a todos.

O tom escolhido também não é tão amigável para o público. Enquanto a versão de 1974 era mais pautada no humor, a de 2017 foca no drama. Sim, ela tem seus momentos de comédia, no início do filme, mas o foco é o drama. E não estamos falando de mera choradeira. O drama, nesse caso, é bem mais existencial.

A Constelação de “Assassinato no Expresso do Oriente”

Com Daisy Ridley (a Rey de Star Wars), Michelle PfeifferJudi DenchPenélope CruzWillem DafoeJohnny Depp, o elenco é absolutamente de cair o queixo. Mesmo entre os nomes menos conhecidos, boa parte é bem premiada. E quando não, entregam atuações à altura dos colegas.

Também pudera: com uma história complexa como essa, não dá para se arriscar com interpretações mais ou menos. Também não dá para cochilar no filme, sair para comprar pipoca ou ir ao banheiro. É o tipo de filme em que perder o fio da meada estraga totalmente a experiência.

Assassinato no Expresso do Oriente” estreia no Brasil hoje, 30/11/2017. E sim, vale bem a pena para quem curte boas interpretações com um mistério bem complexo.

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Sobre o autor | Website

Osíris Reis zanzou da Medicina à Mecatrônica antes de assumir a tara por Ficção Fantástica. Formado em Audiovisual pela Universidade de Brasília, é autor de “Treze Milênios” (ficção científica vampiresca), dos contos “Madalena” (Paradigmas 1), “Alma” (Imaginários 1), “Queda” e “Companheiros de Armas” (Fantástica Literatura Queer), da coletânea de contos “Sobre humanas fúrias”, condecorada com o Prêmio Cassiano Nunes do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, e do romance seriado “Golem”, veiculado no portal Bearnerd. Xamã desde 2003, Osíris também é animador 3d, editor de áudio e vídeo, empreendedor, compositor e, para os íntimos, consultor tecnológico.

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