Celebridades Luca Moreira

Carolina Stofella comenta experiência com a peça “Eles Não Usam Black Tie”

Carolina Stofella comenta experiência com a peça “Eles Não Usam Black Tie”

Em cartaz até 16 de setembro no Teatro Aliança Francesa, a peça “Eles Não Usam Black Tie” marca o segundo trabalho da atriz Carolina Stofella e o diretor Dan Rosseto. De grande apelo político, a obra encena a vida dos operários nos anos 50. Pela primeira vez, dava-se espaço para a representação dos não privilegiados na caixa cênica.

Na pele de Dalva, uma mulher solar e franca, Carolina Stofella encara um novo desafio de interpretar uma personagem dinâmica que traz consigo uma mensagem social e política e que, nessa adaptação de Dan Rosseto, tem mais espaço para mostrar a sua verdade ao público.

Como está sendo trabalhar com o diretor Dan Rosseto?
Dan é um diretor que assiste todas as apresentações. É apaixonado pelo seu ofício e trabalhar com ele me deixa muito feliz. É o nosso segundo espetáculo juntos. É um diretor que sabe muito bem o que quer, mas que, também. me dá uma liberdade enorme para criar. Eu estudo e pesquiso muito, gosto de propor e trabalhar com liberdade é um presente.

Vivendo a personagem Dalva na peça “Eles Não Usam Black Tie”, o que te inspirou na hora de construir seu personagem?
Dalva é uma mulher muito alegre e solar e isso eu tenho em mim. Mas é também firme, segura e direta. Eu me inspirei em mulheres seguras, que gostam de chegar chegando… Gostam de ser notadas. Também fiz uma pesquisa corporal e procurei uma voz específica, ela tem um tom acima. Sabe que quando comecei a estudar a essa personagem eu fiquei um pouco apreensiva? Eu pensava: Como eu vou fazer esse mulherão? E então, um dia, um colega de elenco me disse: Carol, você é uma mulher muito bonita, mas a Dalva é maravilhosa, ela é exuberante! E aí eu fiquei feliz da vida e pensei: Consegui!

Conte-nos um pouco sobre sua convivência com o elenco.
Esse elenco é incrível e muito unido dentro e fora de cena. É muito boa a energia trocada no camarim e a generosidade no palco. O teatro tem dessas coisas, traz colegas especiais que se tornam amigos para toda a vida.

De onde veio o convite para integrar o elenco da produção?

O convite veio do produtor Fábio Câmara, que costuma escolher os atores com o diretor Dan Rosseto. No ano passado fizemos uma peça juntos e a parceria deu muito certo. Temos mais projetos em mente. Aguardem!

O enredo da apresentação aborda assuntos muito sérios como o apelo politico e a vida dos operários nos anos 50. Quais são os desafios de tratar desses temas na atualidade?
A política é um pano de fundo nesse espetáculo. Nós nos concentramos nas relações pessoais. na importância do diálogo, coisas que estamos perdendo hoje em dia. Não estamos nos ouvindo. Queremos impor nossa opinião e quem discordar simplesmente excluímos das nossas vida. É uma loucura. É uma oportunidade muito valiosa poder levantar essas questões no palco. Algumas pessoas vieram me contar que foram pra casa discutindo sobre Coletividade e individualismo, que é o grande conflito deste espetáculo. É motivador mexer com o público e provocar uma reflexão.

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