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Chuva forte deixa Rio em estágio de alerta e fecha aeroporto Santos Dumont

A cidade do Rio de Janeiro entrou em período de atenção no fim da manhã desta segunda-feira (11) devido as fortes chuvas que afetam as zonas sul, norte e oeste da cidade. Em consequência dos riscos de deslizamentos, o sistema de sirenes foi acionado em pelo menos sete comunidades. O aeroporto Santos Dumont ficou por quase duas horas interditado para pousos e decolagens. Diversos pontos do Rio sofrem com alagamentos.

A cidade entrou em período de atenção às 11h50min, segundo o Centro de Operações Rio (COR). Desde as 11h, vem sendo registrados ventos e chuvas fortes na cidade. De acordo com balanço da Prefeitura do município, entre os bairros mais afetados, por volta das 12h, estavam Saúde, na região central (9,8 mm em 15 minutos); Anchieta, na zona norte (9,6 mm); Guaratiba, na zona oeste (8,6 mm); São Cristóvão, na zona norte (8,6 mm), e Urca, na zona sul (6,8 mm).

Às 12h30min, a Defesa Civil do município comunicou que o sistema de alerta de deslizamentos ligou 16 sirenes em sete comunidades: Rocinha, Santa Marta, Ladeira dos Guararapes e Morro dos Cabritos, na zona sul; Morro da Formiga, Santa Alexandrina e Paula Ramos, na zona norte. As sirenes são acionadas quando são registrados mais de 40 mm de chuva em um intervalo de 1 hora.

Às 11h19min, a prefeitura comunicou que a avenida Niemeyer foi totalmente fechada para passagem de veículos. O aeroporto Santos Dumont foi interditado para pousos e decolagens às 11h39min, ficando assim até as 13h23min No momento, as aeronaves trabalham por instrumentos.

A prefeitura também comunicou que a linha 2 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) está parcialmente interditada por causa de um alagamento no túnel da Providência. A linha circula apenas entre a Central do Brasil e a Praça XV. Metrô, barcas e trens funcionam sem interrupções.

O Centro de Operações também compartilhou orientações para que a população evite possíveis transtornos causados pela chuva. Entre eles estão: não andar pela água devido ao perigo de correnteza, ferimento com objetos, buracos e/ou doenças; não ficar na beira de córregos e rios e não forçar a passagem de carros em vias alagadas. A publicação também pede que os motoristas “redobrem a atenção” ao dirigir, mantenham os faróis acesos e evitem áreas com alagamentos.

Alagamentos

Nas redes sociais, fotos e vídeos mostram pontos de alagamento em muitos pontos da cidade. O COR advertiu para um acúmulo de água na avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, importante ligação entre as zonas sul e oeste da cidade.

Em São Cristóvão, a Rua da Igrejinha apresenta um grande ponto de alagamento na altura da Rua Benedito Otoni. A via é um corredor viário de entrada às avenidas, Brasil e Francisco Bicalho. A avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, principal ligação do bairro da zona oeste com a Zona Sul, também apresenta bolsões d’água. A rua Sete de Setembro, no centro, também alagou. Há relatos de bolsões na avenida Brasil, principal via expressa da cidade, assim como em Botafogo, Jardim Botânico e nas comunidades do Rio das Pedras e da Muzema, no Itanhangá.

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