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Confira dicas para não perder seu dinheiro na hora de vender o carro

É inevitável: o carro começa a desvalorizar no instante em que sai da concessionária, a menos que você tenha um carro de colecionador na garagem. Mas se a sua situação é o mesmo da maior parte dos brasileiros, e você quer vender o seu carro sem sair perdendo dinheiro no acordo, atente-se para os pontos a seguir.

Veja que existem muitas alternativas de venda de veículos usados — cabe a você saber qual é a mais favorável com base nessas instruções.

1) Confira a tabela FIPE (mas não somente ela!)

Possivelmente, para alguns, esse passo seja óbvio, mas é sempre bom destacar para aqueles que ainda não conhecem esse meio. A tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) é um índice de preços de automóveis, por meio do qual os vendedores e compradores podem se orientar para ajustar um acordo em um carro usado ou seminovo.

No site da FIPE, você conseguirá colocar a marca, modelo e ano do automóvel na busca, e rapidamente encontrará o seu valor. Mas como a FIPE faz esse cálculo? Ela calcula o preço médio ao consumidor final, conferindo em pesquisas com vendedores em todo o país, para tal marca e modelo de veículo, com pagamento à vista.

Porém, se você pesquisar o mesmo carro em sites de anúncios, verá que os vendedores apresentam preços mais altos para ter uma vantagem maior de negociação. Também interfere no valor se o pagamento for parcelado, se o carro está notavelmente em bom estado ou mesmo se ele for mais valorizado em determinado contexto — SUVs, picapes e caminhonetes podem ser mais reconhecidas em regiões rurais do que urbanas, por exemplo.

Nesse seguimento, a Webmotors é outra plataforma interessante para sondar preços de automóveis; a diferença é que ela conta com mais fatores em relação à simulação, como, por exemplo, a localização geográfica.

Lembre-se: ninguém é obrigado a cobrar exatamente o mesmo preço que os estabelecidos. O objetivo é que você se oriente por ele, para que possa negociar com o comprador o valor mais satisfatório possível para você. Provavelmente ele também terá consultado o preço nessas plataformas, e poderá usar essa carta na manga para negociar valores mais baixos com você.

2) Considere o contexto da venda

Na hora de pedir um preço, não esqueça de avaliar as circunstâncias da venda, ou, em outras palavras, as condições externas que podem influenciar no valor. É um carro difícil de se encontrar? Ele tem muita procura? Ele está em ótimo estado e foi pouco rodado? A gasolina está cara e seu carro tem a vantagem de ser econômico? O comprador está com pressa para comprar o veículo?

3) Faça pequenos ajustes

É claro que ninguém vai querer comprar um carro quebrado, arranhado ou sujo. Faça pequenos reparos baratos — a contar com uma lavagem da parte de dentro, até consertos de arranhões e parte elétrica. Se achar necessário, faça uma revisão do carro para analisar seus problemas. Guarde os comprovantes, porque eles podem ser cartas que você poderá jogar ao negociar, provando que a manutenção do veículo está em dia.

Atente-se: essa pequena reforma não pode custar mais do que 5% do valor pelo qual você planeja vender o carro. Muitos se iludem ao pensar que irão recuperar o dinheiro na venda, mas isso pode ser um tiro no pé.

4) Capriche no anúncio

Agora que o veículo já está pronto e você já sabe que preço pedir, está na hora de divulga-lo. Tire fotos que realçam os pontos positivos do carro, com iluminação clara e alta qualidade. Especifique todos os detalhes pertinentes, como marca, modelo, ano, cor, modificações que você tenha feito, e até destaque uma vantagem que o diferencie dos demais, se achar considerável.

5) Loja, classificados online ou redes sociais?

Vender para a concessionária tem a vantagem de fechar a venda imediatamente, porém, com a desvantagem de que eles pagam menos — a loja pode olhe ofertar o valor da tabela FIPE, mas será que você não conseguiria vender seu carro para outras pessoas por um preço mais alto ainda? Pesquise se existe algum programa de fidelidade da agência ou outro tipo de vantagem, como um desconto na compra de outro carro, por exemplo. Talvez o negócio valha a pena para seus interesses.

Já os classificados online podem ser interessantes por simplificarem a comunicação entre comprador e vendedor, e, especialmente, por fornecerem um intermédio seguro. Contudo, lembre-se de que eles cobram uma taxa sobre a venda.

Por fim, as redes sociais, como Facebook, não incluiriam taxas como os sites de venda, mas também não lhes dão muita segurança. É indispensável prestar o dobro de atenção para não cair no golpe de estelionatários. Marque encontros em um local público, e só entregue o carro após os documentos terem sido assinados e a transação bancária realizada.

Repare que não podemos determinar a opção ideal. Tudo dependerá da pressa que você tem para vender e do estado do veículo. A proposta é ir primeiro em uma concessionária para analisar qual negócio eles podem lhe ofertar e se basear nisso para tentar as demais formas de revenda.

6) Fatores de desvalorização:

Vamos para as notícias ruins? Existem algumas características do seu automóvel que podem fazer com que ele custe ainda menos, tais como:

Cor

Parece insignificante, mas cores muito chamativas dificultam a venda. Preto e prata são cores com maior procura!

Quilometragem

Quanto menos você tiver rodado com o carro, maior o preço dele! Logo, uma baixa quilometragem poderia compensar um ano de fabricação antigo.

Estado de conservação

Esse ponto é bastante evidente — até aquele cheirinho de cigarro que fica preso no forro!

Estrutura original

Fazer alterações e personalizações pode ser divertido, mas não se esqueça de que elas poderão desvalorizar seu veículo lá na frente. Se você incrementou discretamente o sistema de som do carro, por exemplo, isso pode não ser um problema; mas se você tiver modificado as rodas, rebaixado a traseira, entre outros, isso avaliara como pontos negativos.

Consumo de combustível

Os compradores estão à procura de carros econômicos. Se você tem um carro que “bebe” pouco e/ou flex, você poderá cobrar um valor mais alto pelo veículo.

Fonte: jurosbaixos