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Conmebol define a nova sede da final da Copa Libertadores, confira

A final da Copa Libertadores de 2019, entre Flamengo e River Plate, será no estádio Monumental de Lima, no Peru, às 17h (de Brasília).

A decisão ocorreu nesta terça-feira, após uma reunião preparada pela Conmebol da qual participaram os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e do River Plate, Rodolfo D’Onofrio que durou por volta de cinco horas. Também estavam na reunião os presidentes da CBF, Rogério Caboclo, e da AFA, Claudio Tapia.

A capacidade para 80 mil pessoas do estádio Monumental influenciou na decisão. A diferença do horário é de somente 30 minutos mais cedo comparado ao que estava estipulado para Santiago, o que a Conmebol vê como favorável já que seria um horário interessante para passar na Europa.

A partida estava inicialmente esperada para acontecer no Estádio Nacional, em Santiago, onde cabem 50 mil pessoas. Mas os protestos que afetam o Chile há mais de três semanas tornaram impossível a conservação do plano inicial.

Em conjunto, a confederação continental e os clubes não quiseram correr os riscos de permanecer com a disputa na capital chilena — e nem pôr em riscos torcedores e patrocinadores.

Também considerou o fato de o futebol chileno estar paralisado há mais de três semanas, quando começaram os protestos. Na véspera da reunião na Conmebol, o prefeito de Santiago, Felipe Guevara, disse que não faria sentido organizar uma partida internacional antes da retomada do futebol local.

Em maio deste ano, Lima foi substituída por Assunção como sede da final da Sul-Americana. Na época, a Conmebol declarou falhas em “questões de organização” para realizar a decisão, que será na capital do Paraguai. Mais cedo, em fevereiro, a Fifa decidiu por retirar o Mundial Sub-17 do país e mover para o Brasil, onde está sendo realizada neste mês.

Nesta sexta-feira, um amistoso entre as seleções de Chile e Bolívia, que estava marcado para o dia 15 de novembro em Concepción, também foi suspenso.

A atitude da Conmebol sobre a atual situação do Chile foi mudando no decorrer das últimas semanas. Quando os protestos começaram, a confederação considerou – com base nas informações que recebia do governo chileno – que tudo se tranquilizaria até a decisão da Libertadores.

Na semana passada, com o cancelamento da COP-25 (Conferência do Clima) e da APEC (Cúpula da Aliança Ásia-Pacífico), o sinal amarelo acendeu na Conmebol. Ainda assim, depois de novas conversas com as autoridades do Chile, resolveram manter o jogo em Santiago. A ministra do Esporte chilena, Cecília Perez, chegou a bancar a realização do jogo em uma entrevista coletiva.

Nesta semana, o clima esquentou e não restaram alternativas a não ser tirar o jogo do Chile. Na tarde de segunda-feira, uma reunião por telefone entre os presidentes da Conmebol, CBF e AFA, ficou claro que não teria condições para permanecer com a partida em Santiago. Ainda faltava ouvir a posição dos clubes. Por isso Landim e D’Onofrio foram solicitados para a reunião desta terça em Luque, quando o martelo foi batido.

Se você já aderiu aos ingressos saiba o que fazer e quais os direitos do consumidor com a alteração do local da partida (clique aqui).

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