Celebridades Luca Moreira

Cristiane Machado ressalta a importância dos temas no cinema brasileiro

Cristiane Machado ressalta a importância dos temas no cinema brasileiro

Conhecida por ter interpretado a personagem Déborah, esposa do ator Rafael Queiroz em “A Terra Prometida”, a atriz Cristiane Machado já esteve em diversas produções aclamadas tanto na  dramaturgia como no teatro.

Na Rede Globo, interpretou Maria Helena, em “Duas Caras” (2008); Rosa, em “Negócio da China” (2009); Soraia, em “Malhação” (2012),e participou da trama “Amor a Vida” (2013), vivendo Mariah jovem, personagem da atriz Lúcia Veríssimo. Ainda na televisão, em 2017, ela esteve no seriado “Um Contra Todos”, de direção do Breno Silveira, na Fox.

Escolhida como musa do artista plástico Vik Muniz, a sua imagem está rodando os principais museus do mundo e já passou por Nova Iorque, Tel Aviv , Atlanta, Madrid, entre outras cidades.

Em novembro desse ano, poderá ser vista nas telonas, interpretando Lívia no filme “Quando chega a hora de esquecer”, que aborda o tema do Mal de Alzheimer. Depois de estrear no país, o longa será exibido nos cinemas da Alemanha. A atriz também foi convidada pelo diretor americano Josh Taft, para viver Maria, no longa com título provisório de “Fear”. As filmagens aconteceram em Los Angeles e ainda terão cenas em Porto Rico. Ainda no cinema, Cristiane Machado participou do longa argentino chamado “República das Canetas Perdidas”, com direção de Rosário Boyer.

Em 2004, também esteve nos palcos com o espetáculo “Yerma”, dirigido por Paes Leme e, em 2005, atuou em “Bem Amado”, com direção de Itala Nandi. Em agosto desse ano, esteve no Teatro Leblon, com a “Noite da Comédia Improvisada”, direção de Priscila Lobo e Raphael Grahnem .

Como foi o seu primeiro contato com a atuação?

Eu comecei a fazer a faculdade de Artes Cênicas em 2001, com 19 anos, e já sabia que queria ser atriz. Fiz uma peça de formatura e em 2007, fiz um teste para Globo, para uma novela chamada Duas Caras, do Aguinaldo Silva. Concorri com mais de 250 pessoas e fui aprovada. Quando tocou o telefone e a produtora de elenco me falou, foi uma alegria só. Interessante é que na época estava com passagem comprada para Bariloche e quando soube que tinha passado no teste, nem pensei duas vezes: desisti da viagem. Foi uma novela incrível, onde vivi a Maria Helena , uma revolucionária, que trabalhava para Suzana Vieira, que foi minha querida madrinha na TV. Super generosa em cena. Contracenei com incríveis atores como José Wilker, Suzana Vieira, Antônio Fagundes, o saudoso Paulo Goulart. Era uma novela das 21h recheada de grandes atores. Logo depois, entrei em outra novela, do Miguel Falabella, chamada Negócio da China, onde interpretei uma vilã, a Rosa. Daí em diante, fui engrenando uma novela atrás da outra.

Seu último trabalho na televisão foi com a novela “A Terra Prometida”, onde contracenou com o ator Rafael Queiroz. Conte-nos um pouco sobre o processo de construção da Déborah.

Fazer uma novela bíblica tem um peso muito importante para mim. Foi diferente de tudo que tinha feito. As mulheres tinham uma outra postura, enxergavam o mundo de uma única forma. Sempre esperando o marido para decidir o que fazer. O elenco era muito amigo, se ajudava muito. Um sempre um torcendo pelo outro. Meu parceiro de cena, o ator Rafael Queiroz é super generoso, ótimo colega. Rimos muito e nos demos toques bacanas para enriquecer o trabalho. Eu já tinha conhecimento da história por causa da Bíblia, o que torna um universo mais intenso e uma grande responsabilidade. Assisti também alguns de filmes sobre o assunto, costumes, cultura. Li bastante sobre as mulheres.

Durante a novela “Passione” de 2010, você foi selecionada como musa do artista plástico Vik Muniz. Como foi receber essa homenagem?

Eu não tinha a ideia real da repercussão que seria. Primeiro veio a abertura , que se desdobrou em dois quadros que viraram documentário e as telas estando no mundo todo. Ser a musa inspiradora de um artista como Vik é inesquecível. Eu tenho carinho especial por esse trabalho porque será eterno. Ter sido escolhida para posar para ele e virar uma obra de arte é uma honra. É uma obra de arte que ficará na minha memória eternamente. A única mulher que o Vik havia retratado foi Elizabeth Taylor, e ter escolhida para ser a segunda só pode ser uma honra.

No seriado “Um Contra Todos” exibido na Fox, a trama girava em torno de situações bastantes difíceis, e que infelizmente são bem realistas para algumas pessoas no nosso dia-dia, como a violências e as drogas. Acredita que a série trouxe essa discussão para a sociedade?

O seriado está cumprindo um papel muito importante. E acho que isso é o sucesso dele . O roteiro é incrível e a direção do Breno Silveira está primorosa. Uma chance de podermos dialogar melhor com nossos problemas. Não só violência e drogas , mas também sobre corrupção, a burocracia e a falta de preparo em Brasília e essa discrepância de dinheiro mal investido. Precisamos discutir mais sobre essas fraquezas sociais que são as nossas. Fico muito feliz de ter participado de um projeto como esse.

Quais são suas expectativas para estrear em dezembro com “Quando Chega a Hora de Esquecer” nos cinemas? O que as pessoas podem esperar da personagem Lívia?

Fiquei muito feliz de fazer cinema e contar uma historia tão importante. O filme fala sobre o Alzheimer, e alerta sobre a doença e a necessidade do amor. Porque é uma doença que a família sente mais ainda e precisa dar atenção, ter paciência. A minha personagem, Lívia, é uma mulher que reaparece na vida Edu ( Edvaldo Azevedo) justamente quando ele começa a viver esse problema com a mãe dele. É uma mulher apaixonada, generosa e super ligada a família.

Estou muito animada com a estreia do filme em dezembro porque fazer cinema é sempre muito apaixonante e é um roteiro lindo e de grande sensibilidade de Xandy Novasky. As pessoas vão se apaixonar.

Ainda sobre o filme, a sua abordagem é de um grande interesse do público, pois diz respeito ao Mal de Alzheimer. Qual a importância de fazer essa abordagem no cinema? Acha que o cinema nacional deveria focar melhor nesses tópicos?

Acho que o cinema precisa ter um papel mais atuante sobre questões importantes. Isso é essencial. Precisamos dialogar sobre questões interessantes, que sirvam como alerta. O número de pessoas com Alzheimer cresce a cada ano. São mais de 2 milhões de caso a cada ano. É uma doença silenciosa e que o paciente precisa de cuidados, já que ainda não tem cura e a família precisa de amparo psicológico porque como os pacientes esquecem tudo, muitas vezes até da família. Isso provoca diversas situações delicadas e difíceis.

Como andam os projetos para o filme “Fearr” com o diretor Josh Taft?

Foi uma experiência surpreendente. Eu trabalhei com Josh em uma campanha mundial da Coca Cola que filmamos aqui em Grumari . Na época quando finalizamos o trabalho ele me disse que começaria em breve a trabalhar em um roteiro que teria uma personagem no meu perfil: uma brasileira , que tivesse uma sensualidade um lado brejeiro e que precisava que passasse um lado misterioso. Logo depois veio o convite oficial. Fui com meu agente a Los Angeles conversar pessoalmente e foi incrível.

Fale um pouco de suas experiências contracenando com o Gabriel Espósito em “República das Canetas Perdidas”?

Filme argentino já utiliza outra linguagem, que foi muito interessante conhecer. Interessante porque o longa misturava animação 3D. Gosto de coisas diferentes . Contracenamos com canetas e bonecos animados. Gabriel foi super generoso em cena e foi um set divertido.

Trazendo uma técnica diferente pela primeira vez, “Velório em Família” foi o primeiro longa a utilizar o método dinamarquês Dogma 95 no Brasil. Quais foram as dificuldades e os benefícios que encontrou ao se adaptar ao estilo de produção?

Ter a responsabilidade de fazer o primeiro dogma 95 brasileiro seguindo fielmente todas as regras foi um desafio e tanto. Mas adoro desafios e ter a oportunidade de experimentar algo novo me instiga ainda mais na minha profissão . O filme tem como regra ser o aqui e agora, então não existe corta e recomeça. É fazer e isso traz uma leveza e uma espontaneidade em cena maravilhosa. A câmera na mão traz uma linguagem de que o espectador está participando de tudo . Fico honrada de fazer parte disso.

Como foi trabalhar com Raphael Ghanem e Priscila Lobo no espetáculo “Noite da Comédia Improvisada” esse ano?

Eu já queria voltar a fazer teatro algum tempo mas a agenda nunca batia . E atuar com comédia era um universo novo para mim. Quando recebi o convite da Priscila, não pensei duas vezes em embarcar nessa. A Priscila tem boa condução de direção até porque ela tem um trabalho de coach incrível.

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