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Entenda como os smartphones são usados para espionar os usuários

A maioria das pessoas desconfiam smartphones estão, a todo momento, nos espionando. E se a gente te dissesse que Edward Snowden, aquele mesmo, pode te mostrar como isso ocorre? Pois bem. O ex-membro da CIA e da NSA gravou um vídeo detalhando este procedimento.

Ele analisou que a maior mudança na maneira como o governo conduz a vigilância é que, atualmente, a abordagem é no método “mobile-first”, devido ao alto número de smartphones. Ele afirmou, também, que as operadoras são capazes de rastrear seu dispositivo e, portanto, descobrir sua identidade através das torres de celular. Snowden acrescenta, ainda, que a movimentação física do seu telefone e a sua como indivíduo são a mesma e, claro, isso facilita o processo de espionagem.

“Isso significa que sempre que você carrega um telefone, sempre que ele é ligado, há um registro de sua presença no local que é criado pelas empresas. Ele não precisa ser mantido para sempre e, de fato, não há um bom argumento para que seja mantido para sempre. Mas essas empresas veem isso como informação valiosa”, diz Snowden.

Ele falou, também, que todos esses dados são armazenados como parte de uma coleta ou da vigilância em massa, independentemente de você ter feito algo errado. Snowden diz, ainda, que desligar o telefone funciona de certa forma, mas questionou como você saberia que seu smartphone moderno e hermeticamente fechado está realmente desligado. “Quando eu estava em Genebra, por exemplo, trabalhando para a CIA, todos nós usávamos telefones como se fossem de traficantes. Telefones velhos, em que se pode remover a bateria”, comenta.

Em outras palavras, você pode comprar um LG V20 ou Nokia 2.2 se quiser um pouco de paz de espírito, pois esses são dois dos poucos telefones do momento com baterias removíveis.

Você sabe o que o seu smartphone faz?


Apesar de sabermos que isso não é nenhuma dúvida nova, Snowden diz que a questão central em torno do uso de smartphones modernos é que não sabemos o que o dispositivo está fazendo e com o que está se conectando. “A Apple e o iOS, infelizmente, tornam impossível ver que tipo de conexões de rede são constantemente feitas no dispositivo e, portanto, dificulta intermediá-las”, explicou. “Se houvesse um botão no telefone que dissesse ‘faça o que eu quero, mas não me espie’, você pressionaria esse botão”, dispara Snowden, salientando que, entre as maiores empresas, a Apple age melhor nesse quesito do que a Google.

Isso, no entanto, pode estar mudando. A Google elevou o patamar de segurança e privacidade com o lançamento do Android 10, pois agora oferece controles de localização mais detalhados, a capacidade de desativar a personalização de anúncios, restrições à atividade em segundo plano e restrições aos aplicativos que acessam seus identificadores de hardware.

Fonte: Android Authority

Imagem: Getty Images

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