Críticas Osíris Reis

Velozes e Furiosos 8: será que vale a pena?

Velozes e Furiosos 8: será que vale a pena?

Velozes e Furiosos 8 é um  blockbuster   irretocável. É um filme de ação pra lá de competente, com planos, fotografia, som, edição, ritmo, roteiro, elenco e atuação redondinhos. Resumindo: vale bem a pena o ingresso de cinema.

Se é o filme do ano? Não, não vamos exagerar. Mesmo para os fanáticos pelo gênero, a película, apenas ganha menção honrosa mas, provavelmente, não subiria ao pódio. Apesar do esmero evidente, não é algo que vá virar o mundo de ninguém de cabeça pra baixo. É diversão de ótima qualidade, pra comer pipoca e esquecer da vida por umas horas. E não há nada de errado com isso.

Quando a história começa, a lua de mel de Dominic Toretto (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) em Cuba , rachas à parte, segue tranquila. Até a vilã Cipher (Charlize Theron, competentíssima como sempre) arrastar Dom de volta para a vida do crime. Em seguida, convocam o casal Toretto para uma missão com Hobbs (Dwayne “The Rock” Johnson) e camaradas de filmes anteriores. É claro que o público já sabe de quem vem a punhalada nas costas.

Colocar o protagonista contra a “família”, o tal mocinhos contra mocinhos, não é a ideia mais original do cinema. Porém rende bem, embora pudesse render mais se cenas de ação não fossem tão necessárias. Mesmo assim, o roteiro, recheado de “frases para mitar” tão características dos filmes anteriores, dá tratamento convincente à premissa. Os únicos momentos em que a descrença surge na mente de quem assiste são as proezas inumanas de “The Rock”. Porém, como explicitam a intenção de brincar com o antigo papel do ator, dá pra relevar fácil, fácil.

Filme pra macho (também)!

O filme é obviamente voltado para o macho do século 21, faminto por novos modelos de masculinidade e, apesar de ter mulheres com roupas de propaganda de cerveja, também tem personagens femininas fortes e importantes para a trama. O filme passa raspando no teste de Bechdel  e  a vilã não cai em clichês, de forma que as garotas da plateia podem até se divertir. O humor não  é o carro chefe, mas é bem feito, sem exageros  nem clichês, e acaba marcando a película. O drama também está presente e razoavelmente bem feito( os mais sensíveis podem até  precisar de lencinho  em certas cenas). E pasmem: o filme mostra machões sem enormes medos de perderem a masculinidade, o que pode fazer algum bem pela atual e  futuras gerações.

O 3d é discreto na maior parte da projeção, mas em outras justifica o ingresso  mais  salgadinho. As adições ao elenco são bem vindas, e mesmo entre os coadjuvantes dos coadjuvantes, não há nenhuma atuação que possa ser classificada como ruim. Resumindo: diversão garantida, embora, provavelmente, não vá marcar a vida de muita gente.

Sobre o autor | Website

Osíris Reis zanzou da Medicina à Mecatrônica antes de assumir a tara por Ficção Fantástica. Formado em Audiovisual pela Universidade de Brasília, é autor de “Treze Milênios” (ficção científica vampiresca), dos contos “Madalena” (Paradigmas 1), “Alma” (Imaginários 1), “Queda” e “Companheiros de Armas” (Fantástica Literatura Queer), da coletânea de contos “Sobre humanas fúrias”, condecorada com o Prêmio Cassiano Nunes do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, e do romance seriado “Golem”, veiculado no portal Bearnerd. Xamã desde 2003, Osíris também é animador 3d, editor de áudio e vídeo, empreendedor, compositor e, para os íntimos, consultor tecnológico.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.

Este site usa cookies e outras tecnologias similares para lembrar e entender como você usa nosso site, analisar seu uso de nossos produtos e serviços, ajudar com nossos esforços de marketing e fornecer conteúdo de terceiros. Leia mais em Política de Cookies e Privacidade.