Finanças Pessoais: Confira 10 dicas para se organizar e ter disciplina


Organizar as finanças pessoais representam um ponto muito importante em nossas vidas. Dificuldades financeiras afetam diretamente o aspecto emocional e a produtividade no trabalho, além de ocasionar instabilidade no ambiente familiar. Muitos concordam que basta ter dinheiro para que todos os problemas se resolvam. Na real, isso é consequência, não causa.

Ao contrário do que pode parecer, a estabilidade financeira depende de ações um pouco simples – basicamente de planejamento e disciplina. Organizar as finanças representa o primeiro passo em direção à concretização de sonhos e projetos. A partir de iniciativas implementadas no dia-a-dia, qualquer pessoa pode obter equilíbrio financeiro e se transformar, em uma segunda etapa, em investidor. Eis algumas dicas:

1 – Dia do orçamento

Reserve um dia no mês para organizar a sua vida financeira. Monte uma planilha com despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais. Insira também todas as suas receitas, tais como salário, recebimento de aluguéis, ganhos eventuais, etc. Monte seu orçamento mensal, adequando os gastos às receitas. O ideal é que sempre haja sobra de 10% a 20%.

2 – Defina prioridades

Caso o orçamento esteja em desequilíbrio – gastos superiores que as receitas –, o caminho é diminuir rapidamente as despesas. Estabeleça prioridades e elimine o que não é necessário. Essa fase de ajuste exige disciplina. Lembre-se que ele é necessário, porém passageiro. Idas ao restaurante, passeios, viagens ou compras supérfluas podem esperar até que o equilíbrio financeiro seja recuperado.

3 – Aprenda a usar o dinheiro

Muitas pessoas se preocupam em aprender como ganhar dinheiro, mas não como usá-lo. Existe uma enorme diferença entre os dois casos. Todos conhecem histórias de empresários que acumularam fortunas, mas que acabaram quebrados. Nada melhor que aprender com os erros dos outros. Leia, estude, busque informação sobre finanças. Há diversos livros, revistas, jornais e sites que traduzem o “economês” para a linguagem do dia-a-dia.

4 – Estabeleça objetivos financeiros

Defina um valor, um prazo e um objetivo financeiro a ser alcançado. Organize-se de maneira a criar as condições para que a meta seja atingida. Exemplo: comprar um carro no valor de R$ 30 mil, dentro de dois anos. Avalie seu orçamento e veja como reorganizá-lo de forma a obter o automóvel no período estabelecido.

5 – Poupar sempre

Não há organização das finanças pessoais sem poupança. É a reserva de capital que possibilita que a pessoa enfrente situações emergenciais ou crises sazonais. Encare como compromisso a responsabilidade de guardar de 10% a 20% de sua receita mensal.

6 – Aprenda a investir

A partir de um determinado nível de organização das finanças, a pessoa passa a usufruir de recursos para investimento. As contas estão em dia, não há dívidas pendentes e a meta de gastar menos do que ganha evolui. Chegou a hora de fazer o dinheiro trabalhar para você. Procure investimentos conforme o seu perfil. Para isso, solicite a ajuda do seu gerente do banco, procure por auxílio de empresas especializadas em prestar esse tipo de assessoria ou se capacite para assumir a tarefa de cuidar dos próprios investimentos.

7 – Limite ao máximo o endividamento

Sempre que possível, escolha por compras à vista. Controle o desejo de consumo, junte recursos e tenha o produto ou serviço pagando de uma só vez. Isso aumenta o poder de promoção na hora da compra, viabilizando descontos e outras vantagens (brindes, pontos extras em programas de fidelização etc). Use o financiamento somente para situações específicas, como a compra de um imóvel.

8 – Fuja do crédito fácil (e caro)

Linhas de crédito como a do cheque especial e a dos cartões representam graves riscos para qualquer planejamento financeiro. As taxas de juros são elevadas e a pessoa é seduzida pela facilidade em contrair a dívida. Lembre-se que dinheiro fácil custa muito mais caro.

9 – Use a portabilidade

Quem tem contrato de financiamento ou empréstimo pode aproveitar os benefícios da portabilidade. Com ela, o devedor tem sua dívida “comprada” por outra instituição financeira, que lhe oferece condições de pagamento mais favoráveis. A pessoa troca a dívida cara por uma mais barata.

10 – Disciplina, antes de tudo

Nenhuma das dicas anteriores funcionará, se a pessoa não tiver disciplina para organizar e planejar suas finanças. Seguir o planejamento traçado é essencial. As tentações do consumo surgem a todo momento e é fundamental se manter constantemente focado no objetivo financeiro.

Comece agora mesmo a organizar as finanças pessoais. Com essas dicas, a tarefa será menos complicada!

Fonte: coachfinanceiro