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Inteligencia artificial está sendo ensinada a identificar cheiro de moléculas pela Google

A inteligência artificial tem conquistado cada vez mais espaço em meio às inovações, com direito a feitos incríveis. Porém, a evolução nunca é demais. E é com isso em mente que o Google no momento tem uma divisão de tecnologia dedicada especialmente à missão de ensinar inteligências artificiais a entender a imensa variedade de cheiros que envolvem as moléculas.

A princípio, a proposta dos pesquisadores é criar soluções para odores criados digitalmente, além de encontrar soluções que permitam a indivíduos com problemas médicos no olfato ter acesso a toda a sorte de cheiros. Entretanto, as múltiplas identificações atribuídas a determinados elementos podem representar um obstáculo nessa jornada, como é o caso de aromas artificiais como o Vanillin, cujo uso para fabricar o gosto de baunilha não impede o público de identificar sua essência como doce e similar ao chocolate, por exemplo.

Para identificar o perfil olfativo de uma molécula, os pesquisadores utilizaram um gráfico de redes neurais (GNNs), um modelo de aprendizado profundo que utiliza os gráficos como entradas. A equipe contou com a ajuda de especialistas em aromas para criar rótulos de cheiro que podem ser usados ​​para identificar as propriedades olfativas de uma molécula. A rede neural inicia o processo criando um vetor representativo usando várias propriedades, como identidade e carga do átomo. Esse processo é repetido até que no final, a inteligência artificial calcule a média de um vetor para uma molécula para identificar os cheiros.

Os pesquisadores do Google afirmaram que não apenas esse modelo supera os métodos mais antigos, como também pode ser usado para prever cheiros novos ou não classificados. No futuro, a equipe deseja aperfeiçoar a criação de aromas. Além disso, os pesquisadores também desejam criar mais conjuntos de dados abertos para pesquisa, para que possam aproveitá-los para vários modelos de aprendizado de máquina relacionados ao olfato.

Fonte: The Next Web via B9

Imagem: Pixabay

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