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Lula envia carta parabenizando Fernández e Bolsonaro diz que não irá à posse do novo presidente argentino

O recém-eleito presidente da Argentina, Alberto Fernández, voltou a pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No final da noite da segunda-feira, 29, Fernández usou sua conta no Twitter para agradecer uma carta enviada por Lula, encaminhada a ele, e pediu novamente pela libertação do ex-presidente.

“As palavras do meu amigo Lula me emocionam. Como disse em sua carta, junto a Cristina Kirchner, recuperaremos de pouco em pouco nossos laços de fraternidade e respeito. Aproveito para pedir por sua liberdade e para enviar uma cálida saudação a todo o povo irmão do Brasil. #LulaLivre”, escreveu o presidente argentino em sua publicação.

Na carta, datada em 29 de outubro, Lula parabeniza Fernández e Cristina Khichner pela conquista nas eleições presidenciais e agradece pela solidariedade com ele. O ex-presidente também deseja que o novo presidente argentino faça um bom governo e que, ao lado da vice-presidente, “cuidem com muito carinho dos nossos irmãos e irmãs argentinos.”

Logo depois da eleição, Fernández fez uma selfie ao lado de correligionários fazendo o gesto de ‘Lula Livre’, e pediu pela liberdade do ex-presidente brasileiro, também usando sua conta no Twitter. “Também hoje faz aniversário meu amigo Lula, um homem extraordinário que está injustamente preso faz um ano e meio”, escreveu no dia da eleição.

O gesto foi criticado pelo presidente Jair Bolsonaro. Durante visita aos Emirados Árabes Unidos, Bolsonaro disse lamentar a eleição e a postura de Fernández após a publicação. “Não tenho bola de cristal, mas acho que a Argentina escolheu mal”, disse. E completou: “O primeiro ato de Fernández foi ‘Lula Livre’, dizendo que está preso injustamente. Já disse a que veio.” Além disso, Bolsonaro afirmou que o gesto é uma afronta à democracia brasileira.

A tensão entre os presidentes deve alterar normas do Mercosul, na avaliação de diplomatas e especialistas ouvidos pelo Estadão. A visão mais protecionista de Fernández contrasta com as políticas liberalizantes do governo brasileiro. Atualmente, a Argentina é o 4º maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China, Estados Unidos e União Europeia.

Bolsonaro diz que não irá à posse de Fernández na Argentina

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta sexta-feira, 1º, que não irá à posse do presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, em 10 de dezembro.

“Não vou”, afirmou na saída do Palácio da Alvorada. Bolsonaro disse que torceu pela reeleição de Mauricio Macri, mas não fará nenhuma represália ao novo presidente.

“Olha a Argentina na situação complicada em que se encontra. Nosso irmão do sul. Peço a Deus que de tudo certo lá. Torci pelo outro, né. Já que (Fernández) ganhou vamos em frente. Não tem qualquer retaliação da minha parte”, disse o presidente.

Bolsonaro declarou ainda que espera que o novo presidente conserve a relação com o Brasil como de Macri. “Espero que eles continuem fazendo uma política conosco semelhante ao que o Macri fez até momento.”

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