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Motoristas mulheres agora têm possibilidade de aceitar apenas corridas de passageiros do gênero feminino

A Uber vai permitir que motoristas mulheres escolham levar só passageiras do gênero feminino em suas viagens. A iniciativa se chama “Elas na Direção” e propõe motivar que mais mulheres se tornem motoristas da plataforma.

Dessa, é possível escolher se quer pegar somente passageiras do sexo feminino, proporcionando mais segurança ao trabalho. O Brasil será pioneiro no programa, sendo que os testes começam já em Campinas, Curitiba e Fortaleza, e o projeto deve ser expandido para outras regiões em 2020.

De acordo com a diretora-geral da Uber no Brasil, Cláudia Woods, hoje em dia mulheres representam apenas 6% de todos motoristas da Uber no país. “Analisando a base de motoristas cadastrados na plataforma, vimos que existe uma grande diferença entre o número de homens e mulheres que, de fato, aproveitam essa oportunidade para gerar renda”, afirma em comunicado.

Ao se inscreverem, as motoristas podem acionar a opção U-Elas. Desse modo, caso haja a demanda por um passageiro homem, ela pode cancelar a corrida sob a justificativa de participar do programa. Caso não haja demanda, também é possível desligar a opção.

E como a novidade aceita quem se identifica como mulher, claro que o grupo abrange também as transexuais. De acordo com a própria diretora, isso permite que elas se sintam mais à vontade para trabalhar. “Os motivos [para a escassez de mulheres] são os mais diversos, desde a falta de conhecimento sobre o que é preciso para se cadastrar, passando pela falta de visibilidade sobre os ganhos potenciais e até os desafios de segurança que a nossa sociedade impõe”, explica Woods.

A plataforma foi criada em conjunto com a Rede Mulher Empreendedora.

Outras iniciativas


Também para estimular a inserção de mulheres no serviço, a Uber está lançamento uma plataforma de educação com on-line sobre empoderamento pessoal e econômico, desenvolvidos em parceria com a Iniciativas Empreendedoras, a Rede Mulher Empreendedora e a economista Gabriela Mendes, fundadora da NoFront – Empoderamento Financeiro.

Fonte: Canaltech

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