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Novo presidente da Funarte associa Rock ao aborto e satanismo e critica o atual sertanejo universitário

A internet descobriu o canal do presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Dante Mantovani, e passou a virar memes as pérolas do maestro, eleito por Jair Bolsonaro para liderar o órgão público.

Seguidor de Olavo de Carvalho, guru do chefe do Executivo, ele é adepto de teorias da conspiração. A suposição que se espalhou no Twitter é a de um vídeo em que ele compara o rock à Escola de Frankfurt, que juntava pensadores sobre a indústria cultural e as comunicações a partir dos anos 20.

Em vídeo divulgado em 30 de outubro deste ano, o maestro, que é doutor em música pela Universidade Estadual de Londrina, tentou esclarecer como os Beatles e o rock usaram argumentos da Escola de Frankfurt para “destruir as famílias” com as drogas e o “sexo desenfreado”.

“O rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto, que, por sua vez, alimenta uma coisa muito mais pesada, que é o satanismo. O próprio John Lennon disse abertamente, mais de uma vez, que ele fez um pacto com o diabo para fazer sucesso”, declarou Mantovani.

O novo dirigente da Funarte também proferiu em seu vídeo que soviéticos adentraram na CIA (departamento de inteligência dos EUA), para fornecer drogas no festival de Woodstock, em 1969.

“Existem certos indícios de que a distribuição em larga escala de drogas, do LSD, foi feita pela própria CIA. Havia infiltrados do serviço soviético lá”, falou o maestro.

Mantovani, no entanto, não é repreensor total do rock. Em outro vídeo, divulgado em fevereiro de 2018, ele diz ser admirador de Angra e Metallica e contou para quê serve o estilo musical.

“A música também tem a sua finalidade. Eu acho o rock, por exemplo, muito bom para quando você está dirigindo no trânsito ou na estrada e começa a te dar aquele sono, você coloca o rock e acorda na hora, porque estimula o sono”, comentou.

O sertanejo, estilo do qual muitos cantores apoiam Bolsonaro, também foi criticado pelo atual presidente da Funarte em fevereiro de 2018.

“Quem faz sucesso hoje com esse chamado sertanejo universitário não tem relação alguma com o campo, a vida rural, a vida brasileira. Tem a ver com a ganância, com querer ganhar dinheiro com essas músicas de baixíssima qualidade que acabam inclusive por distorcer o nome da chamada música sertaneja, principalmente a de raiz”, alegou.

Foto: Youtube/Reprodução

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