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Órgão de defesa instaura processo e pode obrigar Bradesco, Banco do Brasil e Itaú a se desfazerem de Cielo e Rede

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode tirar bancos do setor de maquininhas de cartões. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, no Globo, o motivo seria infrações à ordem econômica, efetuadas por instituições financeiras que atuam no setor.

Conforme a coluna, se o veto sair será uma revolução na área, já que às duas maiores credenciadoras de cartões no Brasil pertencem à instituições bancárias, a Cielo (Banco do Brasil e Bradesco) e a Rede (Itaú).

Conforme explicou o jornalista, o propósito da ação seria acabar com “uma verticalização que existe desde sempre no setor”, o que teria ocasionado a possibilidade de excluir os bancos do nicho das maquininhas.

Ele revela, também, que este veto seria uma desilusão em empresas que estão apostando alto no ramo, como o banco Safra, com a solução de pagamentos SafraPay.

Na mira do Cade

No mês passado, o Cade resolveu implantar um processo administrativo contra a Rede e banco Itaú por suspeita de uma ação lesiva “a livre concorrência no mercado de serviços bancários e credenciamento”.

Segundo uma nota técnica da Superintendência-Geral do órgão transmitida na ocasião, a Redecard havia se juntado ao Itaú Unibanco para lançar uma campanha.

Conforme o órgão, a peça dizia que a rede anteciparia o prazo de 30 dias para dois dias os créditos recebíveis de pagamentos de cartões sem cobrança de taxas. Entretanto, para ter a regalia o interessado teria de ser cliente das duas empresas.

À frente daquele cenário, o Cade procurou ouvir as outras empresas do setor de credenciamento e viu que as mesmas não tinham como fazer essa antecipação sem a cobrança de taxas — essa espécie de transação traz consigo gastos, conforme explicou a nota:

“A campanha promovida por Itaú e Rede impacta 2 (dois) mercados: o de credenciamento e captura de transações, em que a Rede atua, em virtude da redução do prazo de liquidação oferecido a lojistas; e o de serviços bancários, em que o Itaú atua, em virtude de a condição diferenciada oferecida ser condicionada à manutenção de domicílio bancário no Itaú”.

Isso fez com que a instituição implantasse um processo administrativo diante do Itaú Unibanco S.A. e da Redecard S.A. e determinasse por medida cautelar que as instituições suspendam a campanha gerada sob pena de pagar multa diária de R$ 500 mil.

Fonte: portaldobitcoin

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