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Para vencer a crise, SoftBank considera assumir o controle da WeWork

A crise da WeWork é percebida há tempos no mercado e foi agravada pela renúncia de seu CEO. O momento, o SoftBank participa de negociações avançadas para assumir o controle majoritário da empresa para espaços de trabalho compartilhados, segundo fontes próximas.

Liderado pelo bilionário japonês Masayoshi Son, o banco estuda investir entre US$4 bilhões e US$5 bilhões em novos financiamentos e ações existentes. A divulgação da transação, que deve ser feito nessa terça-feira (22), aumentará o valor da WeWork em cerca de US$7,5 bilhões. O executivo da SoftBank, Marcelo Claure, estará envolvido na nova gestão da empresa.

Com a iniciativa, o Softbank teria o controle aproximado de 70% da WeWork. Antes da aquisição maioritária, o SoftBank já havia investido US$10,65 bilhões na empresa.

Antecedentes

A compra pelo SoftBank marca o capítulo mais recente de um ano difícil para a empresa. Em setembro, a startup adiou de vez os planos para a abertura de capital, por sinal. Seu antecipado prospecto de IPO trouxe à tona uma enorme perda de US$ 900 milhões nos primeiros seis meses de 2019, e despertou preocupações sobre as práticas da empresa.

Desde a renúncia de Adam Neumann, CEO da WeWork, no mês passado, empresa tem conversado com o JP Morgan para discutir possibilidade de financiamento por dívida. As consequências das controvérsias e a subsequente diminuição de valor levaram também a um relacionamento ruim com os investidores da startup.

A empresa deveria demitir pelo menos 2 mil pessoas, o que representa cerca de 13% de sua equipe, na semana passada. Contudo, a equipe da WeWork acredita que os cortes não devem parar por aí, sugerindo que mais funcionários poderiam ser demitidos, entre os 15 mil contratados.

Fonte: CBNC

Imagem: China Stringer Network

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